Acusado de crimes nazistas deixa prisão após suspensão de deportação nos EUA

Washington, 14 abr (EFE).- John Demjanjuk, conhecido como Ivan, o Terrível e suspeito de ter matado 29 mil judeus na Polônia nazista, foi enviado hoje para casa depois que um tribunal dos Estados Unidos adiou a deportação do acusado à Alemanha.

EFE |

Horas antes, Demjanjuk tinha sido retirado de cadeira de rodas por agentes do Escritório de Imigração e Alfândegas (ICE) para ser levado de avião rumo a Munique, onde deverá enfrentar as acusações vertidas pelas autoridades alemãs.

O suspeito, de 89 anos e origem ucraniana, foi levado para a casa que tem na cidade de Cleveland, disse Ed Nishnic, um porta-voz da família.

Fontes do ICE confirmaram que não tinha sido levado a uma prisão federal e que deverá permanecer em casa à espera de que o caso se resolva.

Ele será mantido sob vigilância eletrônica, disse um porta-voz do Escritório de Imigração e Alfândegas.

A deportação de Demjanjuk foi cancelada por um tribunal federal de Cincinnati perante uma apelação do filho do acusado, que alegou que a extradição do pai seria uma "tortura" devido aos problemas de saúde dos quais sofre.

O advogado de defesa alega que o acusado possui disfunção renal crônica e vários problemas sanguíneos.

Caso viaje à Alemanha, "Ivan, o Terrível" enfrentará acusações relacionadas ao genocídio de judeus que ocorreu em 1943 no campo de concentração de Sobibor, no qual trabalhou como guarda quando tinha 23 anos.

Demjanjuk nega as acusações em várias ocasiões, e assegurou que foi retido pelos alemães no campo como prisioneiro de guerra soviético.

O ucraniano, que obteve a cidadania americana após a Segunda Guerra Mundial, enfrenta este tipo de acusações há duas décadas. EFE llb/db

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