Acusado de corrupção, opositor a Chávez diz que provará inocência

Caracas, 28 out (EFE).- O dirigente opositor venezuelano Manuel Rosales respondeu hoje às denúncias de corrupção apresentadas contra ele por setores governistas na Procuradoria Geral e afirmou que provará sua inocência caso seja convocado pela Justiça.

EFE |

Rosales afirmou à imprensa que não tem 14 propriedades como sustentou seu adversário político Giancarlo Di Martino, nem os imóveis que lhe atribuem na cidade de Maracaibo, no extremo noroeste do país.

O opositor é o atual governador do estado Zulia e candidato à Prefeitura de Maracaibo, enquanto Di Martino é o prefeito da cidade e deseja suceder Rosales em seu cargo.

O dirigente opositor explicou que as denúncias feitas por Di Martino são porque "querem tirá-lo do jogo político", já que as pesquisas dão a ele uma sólida vantagem para as eleições regionais e municipais de 23 de novembro.

Segundo Di Martino, é impossível que Rosales tenha conseguido gerar com seu trabalho os recursos necessários para obter um patrimônio como o que, segundo seus dados, ele possui.

O atual governador de Zulia reconheceu que tem uma pequena propriedade de 315 hectares, mas reiterou que os documentos apresentados por Di Martino para respaldar suas denúncias devem "ser falsos".

Além de atribuir a Rosales responsabilidade como "um dos financiadores de um grupo de militares terroristas venezuelanos" que estariam preparando um atentado contra ele, Chávez o acusou no último fim de semana de corrupção e narcotráfico.

No dia 23 de novembro, cerca de 17 milhões de venezuelanos poderão escolher 22 governadores e 328 prefeitos, além de 233 legisladores regionais, para um total de 603 cargos de representação popular. EFE rr/rb/rr

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