Na tranquila cidade de Bridgeport, a uma hora e meia de Nova York, os moradores ficaram assustados nesta terça-feira depois de descobrir que um homem cuja presença era pouco notada no bairro está sendo acusado de ser o autor do atentado frustrado na Times Square." /

Na tranquila cidade de Bridgeport, a uma hora e meia de Nova York, os moradores ficaram assustados nesta terça-feira depois de descobrir que um homem cuja presença era pouco notada no bairro está sendo acusado de ser o autor do atentado frustrado na Times Square." /

Acusado de atentado em NY era pouco conhecido na pequena Bridgeport

Na tranquila cidade de Bridgeport, a uma hora e meia de Nova York, os moradores ficaram assustados nesta terça-feira depois de descobrir que um homem cuja presença era pouco notada no bairro está sendo acusado de ser o autor do atentado frustrado na Times Square.

AFP |

Na tranquila cidade de Bridgeport, a uma hora e meia de Nova York, os moradores ficaram assustados nesta terça-feira depois de descobrir que um homem cuja presença era pouco notada no bairro está sendo acusado de ser o autor do atentado frustrado na Times Square.

"Estou em estado de choque, porque não imaginei que tínhamos alguém em nosso quintal fazendo isso, planejando, preparando", afirmou à AFP Lavonne Muse, uma mulher que vive com seu filho na casa vizinha.

Os agentes do FBI irromperam na madrugada desta terça-feira nessa tranquila localidade pobre situada a 104 km a nordeste de Manhattan para invadir uma casa de madeira de três andares na rua Sheridan.

No segundo andar da modesta residência, supostamente vivia o paquistanês Faisal Shahzad, naturalizado americano no ano passado, mas que era pouco notado pelos vizinhos.

O suposto autor do atentado frustrado de sábado na Times Square, em pleno centro de Nova York, havia sido preso algumas horas antes no aeroporto J.F. Kennedy quando tentava fugir do país de avião.

"Estavam reformando o lugar. Nunca pensamos que tinha gente vivendo ali", explica Muse, obrigada pelos agentes do FBI a sair de sua casa, às duas da madrugada.

Os agentes do FBI isolaram a área, afastaram a imprensa e colocaram uma lona azul na parte de trás da residência para impedir os olhares curiosos durante a operação realizada no local vazio.

"Tivemos que ficar na escola vizinha, pois fomos os únicos que tiveram de deixar sua casa, porque a nossa fica bem atrás. Era uma forma de precaução para o caso de haver uma bomba", explica Muse. "As pessoas no quarteirão têm filhos, e todo esse assunto das bombas nos assusta. Me lembrei do 11 de setembro" de 2001, afirmou.

Outra vizinha disse estar chocada. "Bloquearam a rua para isolar a casa e ver o que encontravam", disse Janine Crockett.

"Eu não conhecia esse cara, e me surpreende porque vivo bem ao lado dele e nunca o tinha visto, fiquei assustada porque tenho dois filhos".

No armazem da esquina, Rafael Santos, afirmou que tinha visto o homem algumas vezes, sendo que a última foi na semana passada. "Vinha aqui comprar cigarros. Entrava, comprava e ia embora", disse Santos, que é atendente do armazem "Future Market", a apenas meia quadra da residência do suposto autor do atentado de Nova York.

Marilyn Osoria, porto-riquenha, vive no bairro há dez anos e também não se lembra do homem, mas relata que seu filho de 19 anos o viu em um dia de verão de 2009 quando ele levava uma série de caixas para a casa.

"Em agosto passado, em um dia que fazia muito calor, ele me chamou a atenção porque chegou vestido com sua roupa muçulmana", disse. "Nesse dia, ele tirou umas caixas da camionete com um menino de uns 16 ou 17 anos. Tiveram uma discussão com meu filho, mas não aconteceu nada. Eles continuaram tirando as caixas".

A rua Sheridan permaneceria fechada até o meio-dia de terça-feira, segundo indicaram agentes federais à imprensa. Depois disso, Bridgeport deve voltar ao anonimato anterior à descoberta de que abrigava o último suposto expoente do "terrorismo made in USA".

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