Acusado de assassinato diz ser psiquiatra de Chávez

Caracas, 23 jul (EFE) - A Promotoria da Venezuela citou hoje na qualidade de acusado pelo recente homicídio de uma universitária o septuagenário Edmundo Chirinos, que disse ser psiquiatra do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e de outros dois ex-presidentes. Chirinos deverá comparecer na sexta-feira ao Ministério Público, disse a Promotoria em comunicado, como acusado em conseqüência da investigação que se antecipa pela morte do estudante de Comunicação Social da Universidad Católica Roxana Vargas, de 19 anos, cujo corpo sem vida foi localizado em 14 de julho em um parque de Caracas. Pouco antes de se conhecer a citação, o também ex-reitor da Universidad Central da Venezuela e ex-candidato presidencial negou à emissora Globovisión qualquer vínculo com o homicídio, e, embora tenha admitido que a jovem era sua paciente, ressaltou que não tem a menor idéia de por que foi relacionado ao assunto. A citação aconteceu dois dias depois que o consultório do profissional foi revistado pela Polícia, que, segundo versões da imprensa, encontrou mensagens da jovem sobre uma suposta relação sentimental entre ambos, o que Chirinos atribuiu à parte de suas fantasias e de seus transtornos. Questionado sobre se a jovem teria declarado alguma forma de amor, o homem respondeu: Uma boa parte dos meus pacientes faz isso, e ela mais de uma vez fez isso. Sobre o sangue da vítima que, segunda a imprensa local, foi encontrado em consultório, o psiquiatra atribuiu as ...

EFE |

); no tapete poderia ter pegadas de sangue de muitos dos meus pacientes", disse.

O fato de o presidente Chávez e seus antecessores Rafael Caldeira e Jaime Lusinchi serem seus pacientes, conforme revelou, poderia ser o motivo da atração da mídia ao assunto.

"Por que morrem no país tantas pessoas inocentes, por que tanta investigação e tanta cobertura de imprensa?", perguntou, e confirmou que sabe que a jovem escreveu em um blog textos que comprovariam seu suposto desequilíbrio, mas insistiu em que não pode "revelar nada disso". EFE ar/db

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