Acusado de assassinar policial comparece à Justiça na Irlanda do Norte

Dublin, 24 mar (EFE).- O jovem de 17 anos acusado do assassinato do agente Stephen Carroll há duas semanas na Irlanda do Norte permanecerá sob custódia policial, após comparecer hoje a um tribunal norte-irlandês, informaram fontes judiciais.

EFE |

O menor, que não pode ser identificado por motivos legais, também é acusado de pertencer ao grupo proscrito IRA de Continuidade - cisão do inativo Exército Republicano Irlandês (IRA) -, possuir um fuzil AK-47 com 26 projéteis e obter informação de utilidade para terroristas.

O jovem voltará a comparecer ao tribunal de Lisburn, nos arredores de Belfast, em abril, através de videoconferência, acrescentaram as fontes.

Durante a audiência de hoje, de apenas cinco minutos, o inspetor da Polícia norte-irlandesa (PSNI), John Caldwell, disse à juíza instrutora, Rosie Watters, que seus testemunhos mostrarão a vinculação do acusado com as acusações apresentadas.

O advogado de defesa, Paddy Moriarty, anunciou que seu cliente se declarará inocente e, embora não tenha solicitado a liberdade sob fiança, perguntou ao inspetor sobre o período de tempo que o jovem permaneceu detido e a frequência dos interrogatórios.

Caldwell informou que o suspeito permaneceu sob custódia policial durante 13 dias e que o número de interrogatórios é de cerca de 20, mas, acrescentou, o jovem "se negou a falar durante as entrevistas".

O menor foi detido junto com um homem de 37 anos em 10 de março na localidade de Craigavon, no condado de Armagh, onde o agente Carroll, de 48 anos, foi assassinado um dia antes com um tiro na nuca quando investigada o telefonema de uma mulher.

Outras quatro pessoas permanecem sob custódia em relação ao assassinato, enquanto mais quatro estão sendo interrogadas pelo atentado cometido dois dias antes, e reivindicado pelo IRA Autêntico, contra uma base militar no condado de Antrim, no qual morreram dois soldados.

Outros dois homens, de 27 e 31 anos, que tinham sido detidos pela morte do agente, foram libertados sem cargos na noite passada. EFE ja/an

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