Acusada de racismo, loja real retira boneco negro na Inglaterra

Londres, 5 fev (EFE).- A direção de uma loja que vende souvenirs relacionados à Casa Real britânica confirmou hoje que retirou de venda os golliwogs, tradicionais bonecos negros de trapo aos quais se atribui componente racista.

EFE |

A loja, que faz parte da propriedade real de Sandringham, no sul da Inglaterra, pediu perdão quem tenha se ofendido.

Um porta-voz da propriedade afirmou em comunicado divulgado pela agência "PA" que "a direção da loja manifestou que não tinha intenção de ofender ninguém vendendo este produto e se desculpou por qualquer ofensa que tenha podido causar".

"A loja revisará imediatamente sua política de compra", explicou o porta-voz em relação a um boneco que se vendia com relativo sucesso nesta loja há mais de um ano por um preço de 9,99 libras (cerca de US$ 13) por unidade.

Os "golliwogs" ou "gollies" nasceram nos Estados Unidos em um livro de contos escrito por Florence Kate Upton em 1899 e se popularizaram no Reino Unido através dos livros de Enid Blyton e dos rótulos dos potes de marmelada Robertsons.

Sua conoação racista, porém, deve-se ao termo ter sido utilizado com este intuito por anos na Inglaterra, embora não tivesse este uso Estados Unidos, apesar de o nome significar algo como "ogro" ou "bicho papão".

"The Golliwogs" chegou a ser, em meados dos anos 1960, o nome da banda que depois mudaria e estouraria no final daquela década como Creedence Clearwatwer Revival. EFE fpb/jp

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