Acusada de mortes em universidade teria matado irmão

A professora de biologia indiciada pela morte de três colegas de trabalho na Universidade do Alabama na sexta-feira também teria matado o próprio irmão 24 anos atrás. De acordo com informações dadas pelo chefe da polícia da cidade de Braintree, Paul Frazier, Amy Bishop atirou no irmão quando ele tinha 18 anos, mas o caso foi registrado como um acidente e nunca chegou aos tribunais.

BBC Brasil |

A polícia se negou a discutir possíveis razões para o tiroteio de sexta, em Huntsville, em que Bishop é acusada de abrir fogo durante uma reunião matando o chefe do departamento e outros dois professores e deixando outros três feridos.

Mas a mídia local publicou reportagens em que se alega que ela teria ficado decepcionada com o fato de não ter conseguido uma promoção que garantiria sua estabilidade no emprego.

Se condenada, Bishop pode receber a pena de morte.

'História diferente'
A correspondente da BBC em Washington Madeleine Morris diz que o tiroteio chocou os americanos e que as novas alegações sobre o passado de Bishop em Massachussets devem piorar a situação.

Em uma conferência de imprensa na cidade de Braintree, onde a professora de biologia cresceu, o chefe de polícia Paul Frazier afirmou que Bishop matou o irmão em 1986.

Segundo ele, policiais disseram na época que ela atirou no rapaz após uma discussão e fugiu do local, antes de ser presa.

Frazier alega que ela nunca foi indiciada porque o chefe da polícia na época, John Polio, ou alguém indicado por ele, pediu que os policiais a soltassem.

Além disso, Frazier afirma que os registros do caso estão desaparecidos há mais de 20 anos.

"É uma história bem diferente do que foi noticiado na época", diz o policial.

Mas esta versão dos fatos é contestada por Polio, hoje com 87 anos, que insiste não ter pedido a libertação de Bishop e nega que os registros estejam desaparecidos.

"Ninguém estava tentando acobertar nada. Nós tínhamos um trabalho a fazer. Nós o fizemos usando nosso próprio julgamento naquela circunstância", disse ele.

As autoridades de Massachussets dizem estar se comunicando com a polícia no Alabama sobre o caso , mas ainda não foi decidido se as investigações serão reabertas.

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