Acusada de colaborar com ETA é extraditada para a Espanha

Madri, 27 nov (EFE).- Reivindicada pela Justiça da Espanha por crimes de assassinato, terrorismo e colaboração com a organização terrorista ETA, Gracia Morcillo Torres, foi extraditada hoje pela Polícia espanhola transferiu da França, onde estava presa há dois anos e dez meses.

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Morcillo Torres, detida pela Polícia francesa em janeiro de 2006 em Saintes, é acusada de colaborar com o Comando Donosti da ETA, que assassinou o político espanhol Fernando Múgica, e sua entrega é definitiva.

Os investigadores consideram que ela poderia estar envolvida na gestão de infra-estruturas com a qual conta a organização terrorista para acolher na França integrantes foragidos de outros países europeus.

Morcillo, segundo as investigações, foi recrutada em janeiro de 1996 por Valentín Lasarte, membro do Comando Donosti, e conseguiu um apartamento para abrigar os assassinos de Múgica.

Após o assassinato do político, em 6 de fevereiro de 1996, seus autores - Javier García Gaztelu, o "Txapote"; Irantzu Gallastegui Sodupe, a "Amaia", e Valentín Lasarte - enfrentaram a Polícia autônoma basca na localidade de Lasarte, quando um dos membros do comando ficou ferido.

Esse acontecimento os fez mudar seus planos e se esconderem na casa de Morcillo, que trabalhava como médica na localidade basca de Andoain.

Por causa da prisão de Valentín Lasarte, Morcillo fugiu de sua casa para evitar uma ação policial, até ser presa em 2006, junto com Asier Quintana Zorrozua. EFE slp/wr/jp

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