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Acusações do Irã aos EUA são distração , diz Obama

WASHINGTON - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta terça-feira, em coletiva de imprensa, que as acusações do governo do Irã sobre interferência dos EUA e do Ocidente em assuntos internos do país têm o objetivo de distrair a população.

Redação |


Reuters
A crise no Irã foi o principal tema da coletiva de Obama

A crise no Irã foi o principal tema da coletiva de Obama

"Os iranianos querem debater seu futuro, mas algumas pessoas do governo estão tentando impedir esse debate, fazendo acusações aos países ocidentais de incitarem os protestos", afirmou Obama. "As acusações são falsas e uma clara tentativa de distrair as pessoas em relação ao que realmente está acontecendo".

"A questão não são os Estados Unidos ou o Ocidente. A questão é o povo iraniano e o futuro que ele - e apenas ele - vai escolher", disse. "A população tem o direito de se expressar e o governo precisa ouvi-la".

O presidente americano reafirmou que condena os atos de violência que se seguiram às eleições e lamentou as mortes ocorridas nos protestos que tomaram as ruas de Teerã. "O Irã precisa governar pelo consenso, não pela coerção", afirmou.

Obama manteve o tom firme ao ser questionado pelos repórteres sobre críticas à sua resposta à situação do Irã, considerada "tímida" até a coletiva desta terça-feira. O presidente disse que seus comentários foram feitos com rapidez e consistência.

Um dos repórteres comentou que a fala de hoje parecia seguir a linha de John McCain, o adversário de Obama nas eleições. O presidente provocou risos com sua resposta à pergunta "você foi influenciado por ele?". "O que você acha"?, rebateu Obama.

Em seguida, afirmou que deve guiar sua política com base em seus deveres, não em pressões do Congresso. "Todos nós queremos que a justiça prevaleça, mas só eu sou presidente dos Estados Unidos", afirmou Obama. "Eu tenho a responsabilidade de fazer com que tenhamos avanços constantes em termos de segurança nacional."

O presidente resistiu à pressão dos jornalistas para saber se a situação no Irã terá alguma "consequência" na relação com os EUA. "Ainda não sabemos como isso vai terminar", disse, repetidas vezes.

Brasil

Obama também fez elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao citar o Brasil como um exemplo de país latino-americano que tem boas relações com os EUA.

"O presidente Lula veio até Washington e ele tem uma orientação política diferente da de muitos americanos. Ele veio de uma esquerda forte, mas é uma pessoa prática, que fez reformas econômicas inteligentes que levaram prosperidade ao Brasil", afirmou.

"O bom relacionamento dos EUA com o Brasil e o Chile pode apontar o caminho para outros países da América Latina", disse Obama. "Podemos mostrar que a democracia e o respeito à lei não são apenas parte da agenda americana, mas uma forma inteligente de melhorar a vida das pessoas."

Saúde e Energia

Na coletiva, Obama também falou sobre assuntos internos dos Estados Unidos, como a legislação sobre energia que está no Congresso e, segundo o presidente, reduzirá a dependência do país em relação ao petróleo estrangeiro, além de preservar o ambiente.

Ele não entrou em detalhes sobre a legislação, mas afirmou que o texto garante assistência à empresas e comunidades para que passem a usar tecnologia "verde" gradualmente.

Obama também disse que o Congresso discute propostas para a reforma do sistema de saúde, e que está otimista quando ao avanço deste debate.


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