Acusação reitera culpa de sargento americano em morte de civil iraquiano

A acusação reiterou a culpa do sargento americano Hal Warner - um dos acusados do assassinato de um iraquiano -, o que pode levá-lo a uma corte marcial, depois de uma audiência neste domingo em uma base militar ao norte de Bagdá.

AFP |

Agora as Forças Armadas americanas terão que decidir na próximas semanas se o oficial americano deve ser julgado por uma corte marcial.

A audiência, iniciada sábado, se encerrou neste domingo na base americana de Speicher, perto de Tikrit (180 km ao norte de Bagdá), depois dos depoimentos de testemunhas contrárias a Warner.

O promotor militar, o capitão Meghan Poirier, acusou o sargento Warner de ser "um personagem importante" na morte do iraquiano Ali Mansur e confirmou o desejo da acusação de uma corte marcial.

Nem o acusado nem seus advogados fizeram declarações.

O sargento Hal Warner, natural do estado de Oklahoma, é acusado junto com o tenente Michael Behanna de ter matado Ali Mansur Mohammed, iraquiano que haviam detido, queimando seu corpo em seguida com uma granada.

O julgamento de Behenna começará no dia 20 de setembro.

Os dois são acusados de "assassinato com premeditação, agressão, falso testemunho e obstrução da justiça".

Mohammed foi detido no dia 5 de maio em sua própria casa, em Tikrit. Ele foi espancado e ficou preso até o dia 16 de maio, data em que deveria ter sido liberado.

Segundo a promotoria, o sargento e o tenente bateram em Mohammed e depois atearam fogo a seu corpo com uma granada que faz a temperatura aumentar rapidamente.

Os soldados colocaram a granada debaixo da cabeça do prisioneiro. Seu cadáver foi encontrado por um policial no dia 17 de maio debaixo de uma ponte, nu, em uma poça de sangue, com o rosto parcialmente queimado.

O cabo Cody Atkinson, que estava presente no dia, testemunhou no sábado no tribunal militar. Ele afirmou ter visto "o tenente Behenna tirar Ali Mansur do veículo militar e ir com o sargento Warner" para baixo da ponte, de onde os dois militares voltaram minutos depois sem o prisioneiro.

Atkinson e o sargento Milton Sánchez denunciaram que os dois oficiais ordenaram a seus homens que fizessem uma falsa declaração confirmando a liberação do prisioneiro.

afp/fp

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