Acusação de fraude fiscal contra ex-primeiro ministro tailandês é retirada

Bangcoc, 15 set (EFE).- A Promotoria da Tailândia retirou hoje a acusação de fraude fiscal contra o foragido ex-primeiro-ministro do país Thaksin Shinawatra, algumas horas após a Corte Suprema ter ditado a quinta ordem de busca e captura contra ele.

EFE |

Shinawatra, sua mulher Pojaman e sua cunhada Busaba Damapong eram acusados de terem violado a lei que regula a Bolsa de Valores por especular de forma supostamente fraudulenta com a venda de ações da SC Asset, filial de seu conglomerado Shin Corp.

"Os documentos apresentados como prova não são suficientes para levar o caso aos tribunais", declarou o porta-voz do escritório do procurador-geral, Thanapich Mulapruek.

A nova ordem de busca e captura contra Shinawatra foi ditada por faltar à primeira audiência do quarto julgamento no qual seria julgado, neste caso, por suposto crime de abuso de poder.

Neste processo, Shinawatra é acusado de ter se beneficiado de seu cargo em 2003 para sonegar os impostos atribuídos ao monopólio de telefonia celular obtido pela Shin Corp, cuja propriedade foi transferida pelo ex-primeiro-ministro a sua família assim que assumiu o poder em 2001.

Segundo a Promotoria, a irregularidade trouxe prejuízos avaliados em 40 bilhões de bat (US$ 1,142 bilhão) às duas operadoras estatais de telefonia celular.

Em agosto, Shinawatra, sua mulher Pojaman, e três de seus filhos fugiram para Londres após o casal não se apresentar a um dos tribunais nos quais são julgados por desvio de verba pública.

Caso sejam declarados culpados em qualquer dos processos, o casal poderá passar décadas na prisão e não terá direito a recorrer e levar o caso ao Supremo.

O multimilionário - ex-proprietário do clube de futebol inglês Manchester City - governou a Tailândia entre 2001 e 2006, quando foi derrubado em um golpe de Estado pelos militares, que estabeleceram uma comissão para investigar todos os casos de corrupção atribuídos a sua família. EFE grc/ev/fal

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