Acordos de Defesa devem ser bilaterais, diz Valenzuela

O subsecretário americano para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela, disse nesta segunda-feira, em Brasília, que acordos bilaterais de defesa na região devem ser tratados entre esses países e que Brasil e Estados Unidos estão de acordo sobre essa abordagem.

BBC Brasil |

"Estamos de acordo de que as relações de cooperação em temas de defesa entre os Estados Unidos e outros países, ou também entre outros países, sejam tratados de forma bilateral", disse o funcionário americano, logo após um encontro com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O acordo entre Colômbia e Estados Unidos, que prevê a ampliação de bases militares americanas em território colombiano, é tido como um dos principais pontos de tensão na região.

O governo brasileiro criticou publicamente o acordo, especialmente por não ter sido discutido previamente com os países vizinhos e chegou a pedir "garantias formais" da Colômbia de que as operações militares ficarão restritas ao país vizinho.

Valenzuela disse que, durante a conversa com Jobim, falaram sobre a importância de implementarem mecanismos de "confiança mútua" - "especialmente com relação aos possíveis problemas que podem surgir na América do Sul, entre diferentes países".

Irã

O subsecretário americano disse que não conversou com Jobim sobre as relações entre Brasil e Irã, mas que o governo americano "recebe bem" a aproximação entre os dois países.

Na semana passada, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, criticou a aproximação de alguns países da América Latina com o Irã. Segundo ela, esses países devem considerar as "consequências" da relação com o governo iraniano.

Mais cedo, Valenzuela disse a um grupo de jornalistas que as declarações de Hillary Clinton foram "mal interpretadas".

Segundo ele, os Estados Unidos seguem mantendo relações diplomáticas com o Irã e que o importante é "pressionar" os iranianos, para que deem "maior confiança à comunidade internacional" no tema nuclear.

"Estamos preocupados, obviamente, de que o Irã possa cumprir com suas responsabilidades internacionais. E essa é uma preocupação também do Brasil", disse ele.

Leia mais sobre América Latina

    Leia tudo sobre: diplomacia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG