Acordo nuclear entre EUA e Índia abre novos canais de cooperação, diz Rice

Nova Délhi, 4 out (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou hoje que as relações entre Estados Unidos e Índia vão além do acordo nuclear e que abrem um novo capítulo na cooperação entre os dois países. Rice fez estas declarações em entrevista coletiva conjunta com o ministro de Assuntos Exteriores indiano, Pranab Mukherjee. A secretária de Estado americana disse que o acordo de cooperação nuclear civil, aprovado esta semana no Senado americano, representa uma nova plataforma de cooperação, e destacou que os laços bilaterais vão muito além. Segundo Rice, EUA e Índia mantêm o desejo conjunto de ver um Afeganistão pacífico e próspero, assim como o de trabalhar para combater a mudança climática. Mukherjee declarou que as conversas com Rice foram construtivas e úteis e destacou que as relações entre Nova Délhi e Washington se tornaram uma associação realmente estratégica. Sobre a aguardada assinatura do acordo nuclear civil, que não acontecerá durante a visita de Rice à Índia, a secretária de Estado explicou que o atraso se deve a questões administrativas, mas o presidente (dos EUA, George W.) Bush assinará o acordo muito em breve.

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Rice reiterou que o acordo já está fechado e que os EUA "mantêm seu compromisso" com a assinatura do pacto.

Ela acrescentou que a nova fase das relações entre Índia e EUA continuará no futuro, "seja quem for" o sucessor de Bush à frente da Casa Branca.

O acordo nuclear, pactuado em julho de 2007, põe fim ao isolamento nuclear que os EUA impuseram à Índia na década de 1970, quando o país realizou seu primeiro teste nuclear, o que levou a nação a desenvolver duas décadas e meia depois a bomba atômica.

Após o acordo nuclear com os EUA, a Índia conseguiu o acesso ao mercado internacional de combustível e componentes, sem ratificar o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares nem o que proíbe testes de bombas atômicas.

O Governo de Nova Délhi se comprometeu apenas a manter sua atual suspensão de testes nucleares, além de aceitar inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). EFE mb/wr/db

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