Acordo militar EUA-Colômbia é formalidade, segundo Pentágono

O acordo entre Estados Unidos e Colômbia para o uso de sete bases militares no território colombiano apenas formaliza a estreita cooperação, de vários anos, entre Washington e Bogotá, disse nesta quinta-feira à AFP o responsável para América Latina do departamento americano de Defesa, Frank Mora.

AFP |

"Este acordo simplesmente formaliza o que já existe neste momento", explicou Mora por telefone.

Na base aérea de "Palanquero serão investidos 46 milhões de dólares para, simplesmente, modernizar o local". "Além disto, não há nada de novo. Apenas temas que serão formalizados, para ficar bem claros...".

O acordo para se utilizar sete bases colombianas durante um período de 10 anos, que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, vê como "ventos de guerra" na região, servirá exclusivamente para o combate ao narcotráfico, garantiu Mora.

O limite do pessoal militar americano na Colômbia, fixado pelo Congresso em 600 homens, não será modificado, destacou.

"Creio que há muita desinformação, exagero por parte de alguns países, que estão utilizando isto com propósitos políticos", disse Mora.

O vice-comandante do Estado-Maior Conjunto americano, general James Cartwright, admitiu hoje que os Estados Unidos precisam explicar melhor aos seus aliados latino-americanos o projeto de cooperação militar com a Colômbia.

"Acredito que temos que explicar melhor o que estamos fazendo, tornando as ações mais transparentes possíveis, porque todas as preocupações são válidas", reconheceu o general.

Uma delegação colombiana está em Washington acertando os detalhes deste acordo, que poderá ser firmado nos próximos dias, confirmou o vice-conselheiro para América Latina do Pantágono.

jz/LR

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