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Acordo militar entre Colômbia e EUA é parte de plano de guerra , diz Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que não ficará de braços cruzados, diante de uma eventual agressão militar dos Estados Unidos e afirmou que o polêmico acordo militar entre EUA e Colômbia é parte de um plano de guerra que pode ocasionar um bombardeio contra Caracas.

BBC Brasil |

"Sabendo que se está preparando uma guerra contra a Venezuela, que querem os ianques, que quer a burguesia colombiana (...) querem que eu fique de braços cruzados? Não ficarei de braços cruzados", disse Chávez diante de dezenas de milhares de pessoas em uma manifestação contra as bases militares na Colômbia, nesta sexta-feira, em Caracas.

"Eu vou repetir, estamos obrigados a defender a pátria de Bolívar, a pátria dos nossos filhos, ainda que nos custe a vida (...) é uma obrigação minha chamar aos militares venezuelanos e a todo o povo venezuelano a elevar nosso espírito de defesa, nossa capacidade operacional, de treinamento de nossas tropas, de terra, de água e de ar, de nossos militares, de nossas milícias e de todo o povo", acrescentou.

Em um momento de tensão nas relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá, Chávez disse que são os Estados Unidos e, não os vizinhos colombianos, que representam uma "ameaça" a seu país.

Bombardeio
Chávez disse ter tido acesso a documentos que revelariam que o acesso norte-americano às bases militares na Colômbia - parte do acordo entre os dois países - integram um plano de guerra contra a Venezuela. Segundo o líder venezuelano, a partir dessas instalações militares "planificarão um bombardeio contra Caracas".

"Inclusive podem mandar uma bomba teledirigida com um celular, assim foi como mataram a Raul Reyes", líder guerrilheiro das FARC, morto em 2008, durante um bombardeio do Exército colombiano em um acampamento da guerrilha no Equador.

No domingo, dando início a uma nova polêmica na região, Chávez ordenou que militares e civis se preparassem para a guerra "para garantir a paz", repetindo uma máxima militar. Essas declarações foram interpretadas pelo governo de Álvaro Uribe como uma "ameaça de guerra".

Na segunda-feira, o governo colombiano ameaçou levar à Organização de Estados Americanos (OEA) e à Organização das Nações Unidas (ONU) uma reclamação contra a Venezuela, depois de Chávez ter orientado militares e civis a se prepararem "para uma guerra".

Para o governo venezuelano, a frequência cada vez maior de conflitos na fronteira com a Colômbia e a presença de paramilitares colombianos em território venezuelano é parte de uma "estratégia" que coincide com a presença norte-americana na Colômbia para "desestabilizar" a revolução liderada por Chávez.

Os governos colombiano e norte-americanos, no entanto, argumentam que o uso das bases militares se limitará a combater o narcotráfico na Colômbia.

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