Acordo EUA-Colômbia não criará bases militares, diz Hillary

Por Deborah Charles WASHINGTON (Reuters) - O novo acordo militar entre Estados Unidos e Colômbia que provocou uma onda de críticas na América do sul visa combater o narcotráfico e o terrorismo e não criará bases norte-americanas no país andino, disse nesta terça-feira a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

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A proposta que permitirá aos EUA o uso de até sete bases militares colombianas agravou as tensões na região, ante a forte oposição do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e de seus aliados no Equador e na Bolívia.

Hillary, no entanto, buscou garantir aos críticos que Washington não tem interesses escusos no pacto com a Colômbia.

"O acordo não cria bases americanas na Colômbia", disse a secretária de Estado durante entrevista coletiva ao lado do ministro das Relações Exteriores colombiano, Jaime Bermudez. "Os Estados Unidos não tem e não busca (instalar) bases dentro da Colômbia".

De acordo com uma autoridade graduada do Departamento de Estado dos EUA, o plano reúne uma série de acordos de cooperação já existentes relacionados ao combate ao narcotráfico, defesa e segurança.

A Colômbia, maior exportador de cocaína do mundo, já recebeu mais de 5 bilhões de dólares em ajuda dos EUA desde 2000, para combater traficantes de drogas e os guerrilheiros das Farc.

Sob o novo acordo, finalizado em 14 de agosto e prestes a ser assinado, não haverá aumento "significativo" na presença militar dos EUA na Colômbia, segundo Hillary.

Hoje há cerca de 800 militares e 600 civis norte-americanos na Colômbia como parte de acordos já existentes, envolvidos no treinamento e apoio de inteligência das Forças Armadas colombianas.

Bermudez defendeu o acordo bilateral entre EUA e Colômbia, ressaltando que ele respeita integralmente os princípios de integridade territorial e não intervenção.

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