Acordo entre UE e Mercosul prejudicaria agricultura espanhola

Bruxelas, 4 mai (EFE).- O setor agrícola das regiões espanholas de Cantábria, Astúrias, Múrcia, Aragão e Navarra poderiam ser prejudicados caso a União Europeia (UE) estabeleça um acordo de associação com os países do Mercosul, informou hoje à Agência Efe uma fonte do bloco europeu.

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Bruxelas, 4 mai (EFE).- O setor agrícola das regiões espanholas de Cantábria, Astúrias, Múrcia, Aragão e Navarra poderiam ser prejudicados caso a União Europeia (UE) estabeleça um acordo de associação com os países do Mercosul, informou hoje à Agência Efe uma fonte do bloco europeu. Se Mercosul e UE fecharem um pacto, as perdas potenciais para a agricultura comunitária oscilariam entre 3 bilhões e 5 bilhões de euros e prejudicariam várias regiões do organismo europeu, entre as quais figuram as cinco regiões autônomas citadas, indicou a fonte. A criação de gado da Cantábria e de Astúrias seria afetada pelo maior acesso do bovino proveniente dos países do Mercosul - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Já para as regiões de Aragão, Múrcia e Navarra seriam problemáticas as concessões nas importações de suínos. As negociações entre UE e Mercosul estão estagnadas oficialmente desde 2004, entre outras questões pelas divergências no tema da agricultura, embora desde o ano passado tenha havido contatos entre as duas partes. A Comissão Europeia, órgão executivo europeu, discutiu hoje, em sua reunião semanal, sobre a conveniência de restabelecer esses contatos. A Espanha, que exerce a Presidência rotativa da UE, almeja impulsionar um compromisso para concluir um tratado em um futuro próximo com o bloco sul-americano na cúpula da UE-América Latina e Caribe, que será realizada em Madri nos dias 17 e 18. Em geral, a maior parte dos comissários da UE, embora nem todos, acham que o acordo entre a UE e Mercosul pode ser beneficente pela oportunidade em setores como bens industriais e serviços, segundo outra fonte. Mas o Mercosul pede à UE concessões em agricultura e um tratamento tarifário mais vantajoso para seus produtos, o que pode ser negativo aos produtores europeus, especialmente nos setores bovino, suíno e avícola. EFE ms/sa

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