Acordo entre Colômbia e EUA quer dinamitar união sul-americana, diz Maduro

Quito, 9 ago (EFE).- O acordo negociado entre Colômbia e Estados Unidos pelo qual militares americanos podem vir a utilizar sete bases das Forças Armadas colombianas pretende dinamitar a nascente união sul-americana, afirmou hoje o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro.

EFE |

Essas bases militares "são parte de um plano para dinamitar a América do Sul, para dividir a América do Sul novamente, e para transformar a América do Sul em um território desestabilizado", disse Maduro em declarações a jornalistas em Quito.

O ministro venezuelano, que participa em Quito da reunião de chanceleres da União Sul-Americana de Nações (Unasul), falou também que a entidade é a instância mais idônea para discutir estes problemas.

A atitude de Bogotá, insistiu, é "uma falta de respeito ao povo da Colômbia", e disse ser inconcebível que um sul-americano "pense em colocar militares estrangeiros, dando imunidade a seus soldados, para que venham destruir a paz, a estabilidade, para que venham ameaçar seus países vizinhos e irmãos, neste caso o povo da Venezuela e o povo do Equador".

"Essa atitude receberá a resposta de nossos povos, que têm direito de se defender. Nós temos o profundo direito de garantir ao povo da Venezuela a estabilidade e a paz que gozamos", apontou Maduro.

"Temos o dever histórico, pela memória de nossos libertadores, e o dever constitucional de garantir a soberania de nosso território.

Que um soldado americano nunca possa pisar em nosso território para macular o que conquistaram com as armas nossos libertadores há 200 anos", concluiu o ministro venezuelano. EFE fa/bba

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