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Acordo de comércio com Colômbia pode morrer , diz Bush

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta segunda-feira que a proposta de acordo de livre comércio com a Colômbia estará morta a não ser que seja examinada o mais rápido possível.

BBC Brasil |

O presidente americano apresentou a proposta na semana passada.

Bush pediu à presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, para discutir uma votação iminente para o acordo, afirmando que há "muita decepção a respeito da ação da presidente sobre o acordo de livre comércio com a Colômbia".

A Câmara cancelou uma cláusula que pedia a votação dentro de 60 dias, o que torna improvável que esta votação ocorra antes das eleições de novembro.

"Este acordo de livre comércio é bom para os trabalhadores e consumidores americanos. E este acordo de livre comércio faz parte dos interesses do país", disse Bush.

"Ainda assim, a lei estará morta a não ser que a presidente agende uma votação definitiva. Esta é uma medida sem precedentes e não é do interesse de nosso país decepcionar um aliado como a Colômbia e não encorajarmos a venda de nossos produtos e serviços em outros países."

Oportunidades

A Casa Branca alega que o acordo de livre comércio com a Colômbia, se for aprovado, trará benefícios reais em termos de segurança e para a economia.

Mas os democratas discordam e afirmam que o governo não está fazendo o bastante para fornecer apoio aos trabalhadores americanos cujos empregos poderão ser ameaçados por um acordo como este.

Os democratas também se preocupam com o nível de violência contra integrantes de sindicatos na Colômbia.

Nancy Pelosi criticou o governo por apresentar a proposta antes de tratar de pontos importantes, incluindo como diminuir os ataques contra trabalhadores organizados na Colômbia.

Os pré-candidatos democratas Barack Obama e Hillary Clinton são contra o acordo de livre comércio com a Colômbia, da maneira como foi proposto, e atacaram a proposta publicamente nas últimas semanas.

O presidente Bush disse que o acordo vai aumentar as oportunidades para os Estados Unidos, pois remove barreiras de exportação e fortalece as relações dos Estados Unidos com o país, um aliado regional dos americanos.

A proposta de acordo de livre comércio é uma das muitas que o Congresso americano está analisando. Há também propostas de livre comércio com a Coréia do Sul e com o Panamá, que serão deixadas numa espécie de "limbo" se não forem aprovadas antes das eleições de novembro nos Estados Unidos.

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