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Acompanhe as reações ao acordo de Copenhague

O presidente Barack Obama fechou um acordo sobre mudanças climáticas que ele considerou significativo com China, Brasil, Índia e África do Sul, na sexta-feira, em Copenhague. Mas o documento não prevê metas específicas de redução das emissões de carbono e não tem valor legal, o que gerou críticas e causou polêmica durante a Conferência da ONU.

BBC Brasil |

Veja abaixo algumas das reações ao resultado da 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP 15).

PAÍSES DESENVOLVIDOS
BARACK OBAMA, PRESIDENTE AMERICANO
"Nós teremos que dar continuidade ao trabalho realizado aqui em Copenhague para garantir que a ação internacional para reduzir significativamente as emissões seja sustentada e suficiente ao longo do tempo. Nós já percorremos um longo caminho, mas ainda temos de ir muito mais longe."
GORDON BROWN, PRIMEIRO-MINISTRO BRIT ICO
"Conseguimos um começo. O que devemos fazer agora rapidamente é garantir que o documento passe a ter valor legal."
JOSÉ MANUEL BARROSO, PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA
"Não vou esconder minha decepção em relação à natureza não-vinculante deste acordo. Neste respeito, o documento fica muito abaixo de nossas expectativas."
NICOLAS SARKOZY, PRESIDENTE DA FRANÇA
"O texto que temos não é perfeito...Se não tivéssemos acordo, isso significaria que dois países tão importantes como Índia e China estariam livres de qualquer tipo de contrato... Os Estados Unidos, que não assinaram Kyoto, estariam livres de qualquer tipo de contrato. Por isso, um contrato é absolutamente vital."
NAÇÕES EM DESENVOLVIMENTO
SÉRGIO SERRA, EMBAIXADOR DO BRASIL PARA MUDANÇA CLIMÁTICA
"É muito decepcionante, eu diria, mas não é um fracasso... se concordarmos em nos encontrar novamente e lidar com os assuntos pendentes. Temos um grande trabalho pela frente para evitar a mudança climática através de metas efetivas de redução de emissões e isso não foi feito aqui."
XIE ZHENHUA, CHEFE DA DELEGAÇÃO CHINESA
"O encontro teve um resultado positivo, todos deveriam estar felizes. Após as negociações, ambos os lados conseguiram preservar seus interesses essenciais. Para nós, era nossa soberania e interesse nacional."
LUMUMBA STANISLAUS DI'APING, CHEFE DO GRUPO G-77
"(O texto preliminar) pede que a África assine um pacto suicida, um pacto de incineração de forma a manter a dominação econômica de alguns poucos países. É uma solução baseada em valores, os mesmos valores em nossa opinião que levaram 6 milhões de pessoas na Europa para fornalhas."
IAN FRY, NEGOCIADOR-CHEFE DE TUVALU
"Parece que estamos recebendo 30 peças de prata para trair nosso povo e nosso futuro."
MOHAMED NASHEED, PRESIDENTE DAS ILHAS MALDIVAS
"Com qualquer coisa acima de 1,5ºC, as Maldivas e várias outras ilhas desapareceriam. Por esta razão, tentamos seriamente durante os últimos dois dias colocar 1,5ºC no documento. Sinto muito que isso tenha sido grosseiramente obstruído pelos grandes emissores."
CLAUDIA SALERNO CALDERA, REPRESENTANTE DA VENEZUELA
"Eu pergunto se, em plena vista do secretário-geral da ONU, vocês vão apoiar este golpe de Estado contra a autoridade das Nações Unidas."
ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS
NNIMMO BASSEY, AMIGOS DA TERRA INTERNACIONAL
"Copenhague foi um fracasso abjeto. A justiça não foi feita. Ao adiar a ação, os países ricos condenaram milhões das pessoas mais pobres do mundo à fome, ao sofrimento e à perda da vida à medida que a mudança climática se acelera. A culpa desse resultado desastroso é honestamente das nações desenvolvidas."
JOHN SAUVEN, GREENPEACE BRIT ICO
"A cidade de Copenhague é cenário de um crime esta noite, com os culpados correndo para o aeroporto. Não há metas para cortes de carbono e não há acordo sobre um tratado com valor legal. Parece que há poucos políticos neste mundo capazes de enxergar além do horizonte de seus próprios interesses, muito menos de se importar com as milhões de pessoas que estão intimidadas pela ameaça da mudança climática."
JOHN ASHE, CHEFE DAS NEGOCIAÇÕES DO PROTOCOLO DE KYOTO
"Levando-se em conta de onde começamos e as expectativas para essa conferência, qualquer resultado que não seja um acordo de valor legal não alcança o objetivo. Por outro lado... talvez nossas expectativas tenham sido muito altas e o fato de que agora há um acordo... talvez nos dê algo em que possamos nos apoiar."

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