Ações do Citigroup disparam com expectativa de resgate

As ações do banco americano Citigroup chegaram a subir mais de 20% nesta segunda-feira na Bolsa de Nova York após relatos de que o governo dos Estados Unidos talvez assuma controle de uma fatia ainda maior do grupo, em graves dificuldades financeiras. Segundo informações do jornal americano Wall Street Journal, o governo estaria prestes a controlar até 40% das ações ordinárias do Citigroup.

BBC Brasil |

O banco acumulou perdas de US$ 8,29 bilhões no último trimestre de 2008 e foi forçado a se dividir, formando duas novas empresas.

O Citigroup não comentou o suposto plano de resgate revelado pelo Wall Street Journal.

"Continuamos a nos concentrar em fazer progresso na redução de ativos no nosso balanço, na redução de gastos e no enxugamento da companhia para crescimento e lucro no futuro", diz um comunicado divulgado pela empresa.

Por volta das 14h50, hora de Nova York (16h50 em Brasília), as ações do Citibank eram negociadas com uma valorização de 14,87% na bolsa de Nova York, a US$ 2,24. Ainda assim registrava de um ganho expressivo em relação à semana passada, quando as ações da companhia caíram abaixo de US$ 2, seu preço mais baixo nos últimos 18 anos.

Em novembro, o Tesouro americano anunciou um plano de resgate de US$ 45 bilhões para o Citigroup, acompanhado de garantias de US$ 306 bilhões para os empréstimos de maior risco do banco, como parte do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês).

O Wall Street Journal disse que o banco está agora discutindo com as autoridades americanas a possibilidade de que parte desses US$ 45 bilhões, hoje aplicados pelo governo em ações preferenciais, sejam convertidos em ações ordinárias.

No momento, as ações preferenciais representam uma fatia de 7,8% da companhia.

Se o plano for adiante, outros acionistas do Citigroup terão sua participação diluída, e o governo terá muito maior influência sobre o banco.

O Citigroup, que há dois anos foi avaliado em US$ 273 bilhões, valia em novembro cerca de US$ 20 bilhões.

Como forma de diminuir custos, o banco cortou cerca de 52 mil empregos no ano passado, reduzindo sua força de trabalho para cerca de 323 mil pessoas.

Em declaração conjunta divulgada antes do início das atividades no mercado financeiro do país, entidades reguladoras do mercado e instituições financeiras americanas afirmaram que estão preparadas para destinar mais verbas, o quanto for necessário, para garantir a viabilidade do sistema bancário do país.

A declaração do Tesouro americano, do Federal Reserve (Fed) e de instituições reguladoras afirma que o governo dos Estados Unidos apoia o sistema bancário do país e vai garantir que ele continue fornecendo crédito para residências e negócios.

Um outro programa anunciado no início de fevereiro para avaliar a necessidade de mais uma injeção de capital para os bancos americanos começa na quarta-feira.

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