Ações contra embaixada em Honduras não serão toleradas--Amorim

Por Walter Brandimarte NOVA YORK (Reuters) - O Brasil não vai tolerar nenhum ato contra sua embaixada em Tegucigalpa, onde o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, buscou refúgio após retornar ao país, disse o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

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Amorim considerou "extremamente graves" as informações de que a polícia hondurenha disparou gás lacrimogêneo contra simpatizantes de Zelaya que protestavam do lado de fora da embaixada brasileira. Durante o confronto, pelo menos duas bombas de gás lacrimogêneo caíram dentro do terreno da embaixada, disse um fotógrafo da Reuters.

Como medida de precaução, o Brasil está considerando enviar uma carta ao presidente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pedindo uma reunião sobre Honduras e sobre a segurança da missão diplomática brasileira no país.

"Nossa primeira preocupação, independentemente de dar abrigo a Zelaya, é em relação à segurança dele e à nossa", disse Amorim a repórteres em Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU nesta semana.

"Nós mantivemos contatos com outros países que têm relações diretas ou indiretas com o governo de facto para dizer a eles que qualquer ação violatória da nossa missão diplomática é intolerável", acrescentou.

O fornecimento de energia e de água para a embaixada brasileira também foi interrompido por algumas horas, disse o ministro, embora ele não soube informar se isso foi uma medida que teve a embaixada como alvo específico.

A Cruz Vermelha e a embaixada dos Estados Unidos estão enviando alimentos à missão brasileira, onde cerca de 70 pessoas estão em dificuldades de voltar para casa por causa da violência nas ruas e do toque de recolher imposto pelo governo, disse Amorim.

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao governo de facto de Honduras pela negociação de uma saída para a crise.

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