Acnur quer mais recursos para ajudar refugiados iraquianos

GENEBRA - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) advertiu hoje que não poderá implementar todos seus programas de ajuda aos milhões de refugiados e deslocados iraquianos se não receber mais recursos.

EFE |

"Ainda há 1,5 milhão de iraquianos fora do país - a maioria na Síria e na Jordânia - e outros 2 milhões de deslocados internos", lembrou hoje, em entrevista coletiva, o porta-voz desta organização, Ron Redmond.

O porta-voz afirmou que, "embora tenha havido alguns retornos, muitos não foram seguros nem se mantiveram no tempo", por isso o Acnur defendeu que "não se deveria obrigar os iraquianos a voltar para casa".

No entanto, destacou que tanto esta organização quanto seus parceiros "não podem trabalhar na área devido à escassez de recursos, assim como devido aos fortes mecanismos de segurança que obstaculizam" sua mobilidade e a "assistência humanitária".

Dos US$ 299 milhões necessários para a operação do Acnur no Iraque em 2009, a organização obteve apenas 48% até o momento, por isso o porta-voz lamentou que não poderão "realizar alguns programas se não recebermos dinheiro em breve".

Redmond informou que, na semana passada, o diretor do escritório do Acnur para o Oriente Médio, Radhouane Nouicer, convocou os países doadores para manifestar estas preocupações e pedir ajuda.

O Acnur lhes lembrou que "seria arriscado demais reduzir a ajuda ou o compromisso com a operação humanitária no Iraque nesta etapa tão frágil", disse o porta-voz.

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