Acidente no aeroporto de Madri mata 153

MADRI (Reuters) - Pelo menos 153 pessoas morreram quando um avião que levava turistas para as Ilhas Canárias ficou em chamas enquanto decolava do aeroporto de Madri na quarta-feira, informou o governo espanhol. Uma grande nuvem de fumaça surgiu no Terminal Quatro do aeroporto, saindo da aeronave McDonnell Douglas MD-82 da Spanair, que fazia o vôo JK 5022, com destino a Las Palmas, nas Ilhas Canárias. Segundo a ministra espanhola do Desenvolvimento, Magdalena Alvarez, o acidente deixou apenas 19 sobreviventes.

Reuters |

A aeronave, que tinha 15 anos e levava cerca de 175 passageiros e tripulantes, saiu da pista ao decolar às 14h45 (horário local), de acordo com a Spanair. Testemunhas relataram que viram uma grande explosão.

'Somente a cauda estava reconhecível, havia destroços por todo o lugar e cadáveres ao longo de uma grande área. Muitos eram de crianças', disse a jornalistas Herbigio Corral, que comandou a operação de resgate.

Os sobreviventes foram arremessados do avião pelo impacto, e caíram em um córrego, o que lhes protegeu de queimaduras mais graves, disse Corral.

Alvarez disse que a causa do acidente parece ter sido 'um erro na decolagem'. Mas a mídia espanhola citou fontes que teriam dito que o motor esquerdo da aeronave, feito pela Pratt & Whitney, pegou fogo.

O vôo era uma operação em conjunto com a alemã Lufthansa .

As Ilhas Canárias são um destino de férias bastante popular na Europa.

Segundo a Lufthansa, sete passageiros com bilhetes da empresa, incluindo quatro alemães, fizeram check-in para o vôo.

Uma autoridade das Ilhas Canárias disse que entre os passageiros haviam pessoas da Suécia e Holanda.

A polícia bloqueou ambas as saídas da pista do Terminal Quatro, onde mais de 20 ambulâncias estão estacionadas, segundo uma testemunha Reuters.

'Eu vi quando o avião se quebrou em dois e uma grande explosão', disse Manuel Muela, que estava dirigindo perto do aeroporto quando o acidente aconteceu, de acordo com o jornal El Mundo.

BANDEIRA A MEIO MASTRO

Dezenas de familiares das vítimas começavam a chegar ao aeroporto de Las Palmas, na ilha de Gran Canária, onde foram levadas para uma sala afastada da imprensa e amparadas por psiquiatras da Cruz Vermelha.

Em Madri, a polícia escoltou parentes dos passageiros que choravam, passando por dezenas de jornalistas, enquanto outros funcionários identificados como psicólogos chegavam ao local.

A Spanair, uma subsidiária da Scandinavian Airlines Systems (SAS), tem sofrido com os altos preços dos combustíveis e a feroz competição em meio à desaceleração econômica.

A empresa anunciou recentemente que estava demitindo 1.062 funcionários e cortando rotas depois de perder 81 milhões de dólares na primeira metade do ano.

Horas antes da queda, os pilotos da Spanair ameaçavam fazer uma greve. A SAS tenta vender a Spanair desde o ano passado.

O MD-82 é um avião de médio porte bastante popular entre companhias aéreas regionais. Faz parte da família de aviões MD-80 fabricada pela Boeing Co .

A última produção da família de aviões MD-80 foi feita em 1999.

O primeiro-ministro espanhol José Luis Rodriguez Zapatero interrompeu suas férias no sul da Espanha para ir até o local do acidente, onde prometeu uma investigação detalhada sobre as causas do acidente.

'O governo está muito entristecido, assim como todos os espanhóis', disse Zapatero a jornalistas.

O Comitê Olímpico Espanhol disse que a bandeira da Espanha iria ficar a meio mastro na Vila Olímpica de Pequim. A seleção espanhola usou uma braçadeira de luto e parou para um minuto de silêncio pela tragédia, em uma partida amistosa contra a Dinamarca.

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