Os familiares dos 153 mortos no acidente de avião no aeroporto de Madri na quarta-feira se impacientam por não receber explicações satisfatórias sobre o sucedido, contou nesta sexta-feira a francesa Magali Baton, mãe de um menino morto no acidente.

No final do dia vão decidir sobre a criação de uma associação de vítimas.

No hotel próximo ao aeroporto onde estão hospedadas as famílias das vítimas que não vivem em Madri "o tom dos protestos está aumentando", declarou Magali à AFP, por telefone; seu filho Ethan, de 4 anos, e o ex-marido morreram no acidente.

"Queremos que sejam apontados os culpados, mas os responsáveis não dizem grande coisa porque não sabem muito", relatou. Na sala onde se reúnem as famílias, havia quem "gritasse"; alguns até "se agrediam" hoje, relatou.

Os familiares das vítimas se reuniram pela manhã com a vice-presidente do governo, María Teresa Fernández de la Vega, e agora à tarde o fizeram com dirigentes da companhia do avião sinistrado, da Spanair.

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