Acidente de avião no Suriname mata 19

Ao todo, 19 pessoas morreram, nesta quinta-feira, na queda de um avião no Suriname, sem que suas nacionalidades tenham sido determinadas oficialmente até o momento, declarou o presidente surinamês, Ronald Venetiaan.

AFP |

A imprensa local tinha anunciado a princípio que entre as vítimas havia sete brasileiros, atribuindo a notícia a companhia aérea Blue Wings, mas as autoridades ainda não confirmaram a notícia.

"Pelo menos 19 pessoas morreram, dois pilotos e 17 civis. Entre os 17 civis, há duas crianças", disse o presidente, em uma entrevista coletiva na base militar adjacente ao aeroporto de Paramaribo, onde houve o acidente.

Os corpos das vítimas foram recuperados por uma missão de resgate conjunta das Forças Armadas, da polícia e da Coordenadoria Nacional para Desastres.

"Houve três explosões no total", declarou Gerel van Embrwks, um dos líderes da missão de resgate, acrescentando que a aeronave ainda ardia, quando os socorristas chegaram, sendo necessário jogar areia para apagar as chamas.

O vice-presidente do Suriname, Ram Sardjoe, informou que "uma equipe de legistas chegará amanhã (sexta-feira) da Holanda para iniciar os trabalhos de identificação dos restos mortais".

O governo do Suriname deu seu apoio aos familiares das vítimas e aos representantes da companhia e não descartou decretar luto nacional.

De acordo com Venetiaan, "o governo estará ao lado dos familiares e da companhia para lhes assistir em todos os sentidos possíveis".

Um aparelho Antonov 28, da companhia Blue Wings, decolou do aeroporto de Paramaribo, às 10h (11h de Brasília), e caiu cerca de uma hora mais tarde próximo da fronteira com a Guiana Francesa, informaram as fontes, acrescentando que a aeronave era de fabricação russa.

O acidente com o bimotor turboélice ocorreu próximo de Benzdorp, destino do vôo, a 300 km de Paramaribo, próximo do rio Maroni, em uma região montanhosa considerada a mais importante do Suriname pela produção mineradora, onde trabalha uma grande quantidade de estrangeiros.

Arai Carcuil, pai do piloto da aeronave, Suragni Carcuil, de 36 anos, disse à AFP que recebeu uma ligação de seu outro filho, que contou que "o avião explodiu ao bater em uma montanha".

A companhia aérea foi fundada há seis anos e opera 10 aeronaves, incluindo dois Antonov de 18 lugares, segundo o perfil da empresa na Internet. Ela faz vôos domésticos no Suriname e também para a Guiana Francesa e a Europa.

O Suriname possui uma população de cerca de 500.000 habitantes, e sua economia é baseada, principalmente, na mineração.

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