Acidente de avião em Madri deixa 153 mortos; as caixas pretas foram recuperadas

Um acidente de avião da companhia espanhola Spanair deixou 153 mortos e 19 feridos graves nesta quarta-feira no aeroporto de Madri-Barajas, informou em entrevista à imprensa a ministra espanhola de Infra-Estrutura, Magdalena Alvarez.

AFP |

Logo em seguida, a secretária de Estado de Comunicação do governo espanhol, Nieves Goicoechea, declarou que não há nenhuma dúvida de que se trata de um acidente", afastando a hipótese de um ato terrorista.

Segundo a Rádio Nacional espanhola, as caixas pretas do aparelho foram recuperadas e estão à disposição da justiça.

A Spanair publicou agora à noite a lista dos passageiros em seu site na internet sem precisar sua nacionalidade.

"A comissão técnica de investigação, que deve determinar as causas e circunstâncias do acidente, comçou a trabalhar imediatamente", anunciou o chefe de governo José Luis Rodríguez Zapatero.

O avião, da companhia espanhola Spanair, filial da escandinava SAS, viajava com 172 pessoas a bordo, entre elas 10 tripulantes, segundo a companhia aérea.

Foi o pior acidente aéreo registrado na Espanha desde 1985.

O avião estava em fase de decolagem às 14H45 locais (09H45 de Brasília) rumo a Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, quando um dos motores pegou fogo, segundo a imprensa espanhola.

O avião saiu da pista e se partiu, com o fogo se propagando a todo o aparelho.

Uma grande confusão reinou durante toda a tarde sobre o balanço de vítimas da catástrofe.

Um socorrista entrevistado pelo canal espanhol CNN+ afirmou ter visto dezenas de corpos "carbonizados".

Segundo outro socorrista citado no site do jornal El Mundo, o avião "estava cheio de corpos carbonizados".

Trata-se do acidente aéreo mais mortífero na Espanha desde o do dia 19 de fevereiro de 1985 em Bilbao (148), e do acidente mais grave na Europa desde o Tupolev russo que caiu no leste da Ucrânia (170 mortos em 2006).

O avião efetuava um vôo em 'code-share' com a companhia alemã Lufthsansa, que declarou que quatro dos passageiros registrados neste vôo tinham saído da Alemanha.

Dois suecos também estariam entre as vítimas, segundo o ministério das Relações Exteriores deste país.

O McDonnell Douglas 82 é um aparelho antigo, ainda muito utilizado em todo o mundo. A construtora americana Boeing, que comprou a McDonnell Douglas em 1997, se disse pronta para "fornecer uma assistência técnica" aos investigadores.

A Spanair disponibilizou um número de emergência para as famílias e os amigos dos passageiros: 00 34 800 400 200.

Dezenas de parentes de vítimas chegaram na tarde desta quarta-feira ao aeroporto de Madri. Muitos outros, aflitos, aguardavam notícias no aeroporto de Las Palmas, constatou uma fotógrafa da AFP.

A Cruz Vermelha instalou uma célula de apoio psicológico em Madri.

O acesso à área do acidente estava proibido aos jornalistas.

Vários vôos partindo de Madri sofreram atrasos de várias horas depois do acidente.

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, interompeu suas férias e era aguardado ainda hoje no aeroporto de Madri.

Um luto de três dias foi decretado na região e na cidade de Madri.

Trata-se do maior acidente ocorrido em Barajas desde 1983, quando 181 pessoas morreram na queda perto do aeroporto de um aparelho da companhia áerea colombiana Avianca no momento do pouso.

Na Espanha, a maior tragédia aérea ocorreu em 1977, quando dois aviões do tipo Boeing 747 colidiram no aeroporto de Los Rodeos, norte da ilha de Tenerife (ilhas Canárias) e morreram 583 pessoas. Esse foi, além disso, o maior acidente aéreo da história da aviação.

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