Acidente com um Boeing 737 no Quirguistão deixa 68 mortos

Sessenta e oito pessoas morreram no acidente com um Boeing-737 da companhia Itek Air que se dirigia a Teerã e que caiu neste domingo, pouco depois de decolar, nas proximidades do aeroporto de Biskek, capital do Quirguistão.

Redação com agências internacionais |

Reuters

Acidente deixou ao menos 68 mortos no Quirguistão

O acidente acontece quatro dias apenas da tragédia aérea com um aparelho da companhia Spanair em Madri.

"Segundo nossas últimas informações, 68 passageiros morreram", informou Rosa Daudova, porta-voz do primeiro-ministro do Quirguistão, Igor Tchoudinov. Um número anterior, estabelecido pelo ministério da Saúde, falava em 65 mortos.

"O Boeing-737 chegou a decolar; depois sofreu uma despressurização brutal. Fez um pouso de emergência em um campo não distante da pista e pegou fogo. Não houve explosão", acrescentou o primeiro-ministro Igor Tchoudinov.

O aparelho, construído em 1979, estava em bom estado, tendo passado por um controle há um mês", declarou o premier à imprensa.

O avião decolou às 20H30 hora local (14H30 GMT), pediu para pousar cinco minutos depois e efetuou aterrissagem de emergência às 20H40 (14H40 GMT), precisou Alexandre Axionov da agência de aviação civil do Quirguistão.

A Itek Air figura na lista negra das companhias aéreas proibidas pela União Européia, mas o avião havia sido alugado pela companhia iraniana Aseman Airlines, precisou à rádio local.

O porta-voz da aviação nacional iraniana, Reza Jafarzadeh, confirmou que o avião se dirigia a Teerã e desmentiu que estivesse a serviço da Aseman, afirmando que voava pela companhia "Kirghiz airlines", noticiou a agência iraniana Irna.

No total, 51 estrangeiros estavam a bordo entre eles "cidadãos de Irã, China, Turquia e Canadá", acrescentou o primeiro-ministro.

"Mais de 20 pessoas foram hospitalizadas no Instituto de Traumatologia, duas delas em estado muito grave", declarou por telefone Elena Baialinova, porta-voz do ministério, que citou o ministro Marat Mambetov.

Os sete tripulantes sobreviveram ao desastre, considerado a pior catástrofe aérea do Quirguistão desde que esta pequena república da Ásia Central conquistou sua independência.

Militares americanos da base aérea (de Manas) concederam ajuda "enviando ao local bombeiros e pessoal médico", declarou por telefone à AFP a assessora de imprensa da base americana, Aïgoul Karemchakova.

Um avião da companhia espanhola Spanair que fazia o roteiro Madri - Las Palmas no arquipélago espanhol das Canárias caiu na quarta-feira ao decolar do aeroporto da capital espanhola causando a morte de 154 pessoas.

A queda

A queda ocorreu logo após a tripulação avisar os controladores sobre um problema técnico após cerca de 10 minutos de vôo, segundo um funcionário do aeroporto. A tripulação disse que voltaria ao aeroporto, disse o funcionário.

O Quirguistão, uma ex-república soviética, é um país pobre e montanhoso ao oeste da China. Os Estados Unidos têm uma base aérea na capital para dar apoio a operações no Afeganistão.

Com informações da AP, AFP e da Reuters

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