Acidente com pelo menos 146 mortos em aeroporto de Barajas choca a Espanha

Madri, 20 ago (EFE).- Pelo menos 146 pessoas morreram hoje em um acidente aéreo que aconteceu hoje no aeroporto madrileno de Barajas quando um avião MD-82 com 173 ocupantes caiu durante a manobra de decolagem, informam fontes dos serviços de emergência.

EFE |

Além disso, 26 feridos foram transferidos para vários hospitais da capital espanhola, alguns em estado crítico.

O vôo JK5022 da companhia Spanair, com destino a Las Palmas de Gran Canaria, nas Ilhas Canárias, iniciou a manobra de decolagem às 14h45 (9h45, horário de Brasília) após um atraso de mais de uma hora e por causas ainda desconhecidas o aparelho caiu em terra.

Uma das hipóteses consideradas é que um motor se incendiou durante a decolagem.

O forte impacto fez com que o aparelho ficasse destruído e começasse um grande incêndio, pois no momento da decolagem os aviões costumam estar com o tanque cheio de combustível.

Membros dos serviços de resgate relataram que o cenário que encontraram ao se aproximarem do avião era dantesco, com muitos corpos calcinados.

No avião viajavam 173 pessoas, das quais 166 eram passageiros e 7 tripulantes, informou a ministra de Fomento espanhola, Magdalena Álvarez.

As autoridades já recuperaram a caixa-preta do avião e um juizado de Madri assumiu a investigação das causas do acidente.

Os corpos estão sendo levados ao instituto médico legal de Madri, onde um grupo de legistas, especialistas em exames de DNA, fará as identificações.

Muitos familiares dos passageiros do avião acidentado se deslocaram para o aeroporto de Barajas, onde são atendidos por psicólogos.

O diretor-geral dos Serviços de Defesa Civil de Madri, Ervigio Corral, afirmou que "há muitas crianças entre os mortos" e também entre os feridos.

Corral narrou que quando os serviços de emergência chegaram ao local do acidente o panorama era "desolador" e não se podia acreditar que ali havia um avião, exceto pelos destroços de uma cauda.

O desespero dos inúmeros familiares contrastava com o caso de um casal espanhol que perdeu o vôo por três minutos e assim se salvou do acidente.

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, interrompeu suas férias na Andaluzia, assim como vários ministros, para acompanhar de perto as informações sobre o acidente.

Diretores de Spanair afirmam que o avião, um MD-82, passou pela revisão anual no dia 25 de janeiro por pessoal próprio da companhia e desde então não tinha registrado incidências.

O avião tinha 15 anos de uso e estava há nove anos em atividade.

As autoridades disseram que a identidade das vítimas não será divulgada até que os familiares tenham sido informados, o que faz com que não haja notícias sobre a nacionalidade das vítimas.

No entanto, algumas fontes disseram que entre os passageiros havia dois suecos e um chileno.

O JK5022 era um vôo compartilhado (codeshare) entre Spanair e Lufthansa e cujo destino é um local tradicional de férias, especialmente nesta época de verão.

A cidade de Madri e o Governo da região na qual está a capital da Espanha decretaram três dias de luto oficial a partir de quinta-feira, em sinal de luto pelas vítimas do acidente aéreo.

O acidente aéreo registrado hoje no aeroporto de Madri é o mais grave ocorrido na aviação comercial na Espanha desde 1985.

Além disso, é o mais grave ocorrido na Europa na última década e um dos sete maiores ocorridos na Europa desde 27 de março de 1977, quando dois Boeings da companhia holandesa KLM e da americana Pan American colidiram no aeroporto de Los Rodeos de Tenerife (Ilhas Canárias).

Na ocasião, 583 pessoas morreram no que continua sendo o maior acidente aéreo na história da aviação comercial. EFE nac/fal

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