Acidente aéreo na Espanha deixou ao menos 100 mortos, diz governo

MADRI - Pelo menos 140 pessoas morreram e 27 ficaram gravemente feridas no acidente com um avião da companhia espanhola Spanair, no aeroporto de Barajas, em Madri, ocorrido por volta das 14h30 (9h30, horário de Brasília), segundo fontes do Ministério do Interior. De acordo com a Rádio Nacional da Espanha, o número de mortos chega a 146.

Redação com agências internacionais |


Helicóptero combate incêndio; no detalhe, modelo do avião que sofreu acidente / EFE

Até o momento, apenas 27 pessoas foram resgatadas com vida. De acordo com o " El Pais ", 19 sobreviventes estão em estado grave, sendo que dois estão com queimaduras em todo o corpo.

A aeronave, que seguiria para Las Palmas de Gran Canaria (vôo JK 5022), estava com 166 passageiros e nove tripulantes a bordo. Os corpos de mais de 100 vítimas foram transferidos a um local próximo ao aeroporto, onde especialistas da polícia e legistas dão seguimento aos trabalhos de identificação.

"O avião está todo partido", afirmou um funcionário do aeroporto que trabalha no socorro às vítimas. "Há vários corpos espalhados pelo local", completou. Os feridos foram levados para hospitais próximos ao aeroporto. Ainda não foi divulgada a lista com o nome dos passageiros e tripulação.

Segundo um porta-voz do serviço de emergências, o avião havia decolado e, pouco tempo depois, devido a um problema (não especificado pelo porta-voz), a aeronave fez um pouso forçado que provocou o incêndio.

Veja as primeiras imagens do acidente abaixo:

Testemunhas citadas pela rede de TV Telemadrid disseram que o motor esquerdo do avião começou a pegar fogo logo depois da decolagem, às 14h30 (9h30, horário de Brasília).

A empresa Spanair informou que não dará nenhuma informação sobre o acidente até que tenha todos os dados confirmados. Ainda não há notícias de brasileiros entre os ocupantes do vôo. A empresa só divulgará o nome das pessoas que estavam na aeronave depois que todas as famílias forem informadas.

A companhia publicou em seu site uma nota oficial onde lamenta o acidente e oferece um número de telefone para facilitar a comunicação entre a empresa e os familiares das vítimas.

O avião era um MD-82 , fabricado pela norte-americana McDonnell Douglas. Seu primeiro vôo foi em novembro de 1993, quando ainda pertenciar à Air Korea, baseada em Seoul. A aeronave foi vendida para a Spanair em julho de 1999.

A Spanair tem 36 exemplares da família MD-80 em sua frota, segundo o site da companhia espanhola. A americana American Airlines possui atualmente a maior frota mundial de MD-80, com 275 aparelhos, informa a Boeing em seu site.

O prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardón, está no aeroporto e colocou à disposição dos responsáveis de segurança de Barajas homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. O governo regional de Madri também colocou seus serviços de emergência à disposição para trabalhar no atendimento às vítimas do acidente.

O aeroporto foi reaberto por volta das 17h (10h, horário de Brasília). Segundo a companhia aérea brasileira TAM, que tem um vôo noturno para Barajas, não há cancelamentos ou atrasos registrados para hoje.


Equipes médicas resgatam as vítimas após acidente / AP

Caixa-preta recuperada

As caixas-pretas do avião que caiu hoje no aeroporto de Madri foram recuperadas e serão o principal elemento da investigação sobre o acidente mais grave já ocorrido na Espanha desde 1985.

Um juiz de Madri comandará de maneira imediata a investigação do acidente e ordenará um relatório sobre o conteúdo das caixas-pretas da aeronave acidentada.

Fontes jurídicas informaram que o magistrado foi ao aeroporto, à frente de uma comissão judicial, para averiguar de perto informações sobre o número de vítimas.


Ambulâncias fazem fila para efetuar o resgate em Madri / EFE

Acidentes em Barajas

Os dois últimos acidentes com vítimas no aeroporto de Barajas ocorreram em 1983. Em 27 de novembro daquele ano, 181 pessoas morreram e 11 se salvaram devido à queda de um Boeing 747 da companhia colombiana Avianca perto do aeroporto de Madri. O avião se preparava para aterrissar em Barajas.

Dias depois, em 7 de dezembro, 93 pessoas morreram e 31 ficaram feridas devido à colisão na pista de decolagem do aeroporto de Barajas entre um Boeing 727 da Iberia e um DC-9 da Aviaco, incidente causado pela existência de nevoeiro.


Imagem aérea do local do acidente / Reprodução El País

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