Acesso restrito a armas de fogo reduziria suicídios nos EUA, diz estudo

Psiquiatras americanos fizeram um apelo pela restrição ao acesso a armas de fogo como medida preventiva para reduzir o número de suicídios nos Estados Unidos, em estudo publicado em uma das principais revistas médicas do país.

AFP |

O suicídio é a segunda maior causa de morte entre americanos com menos de 40 anos, e mais da metade das pessoas que tiram a própria vida no país o fazem usando armas de fogo, explica Matthew Miller, professor de políticas de saúde da Universidade de Harvard, co-autor do artigo publicado na edição de 4 de setembro do New England Journal of Medicine.

As estatísticas indicam que entre 33% e 80% de todas as tentativas de suicídio são impulsivas, com menos de cinco minutos entre a decisão e o ato em 24% dos casos, e menos de uma hora em 70% deles.

Impedir suicidas de ter fácil acesso a uma arma de fogo durante um momento de crise é crucial para salvar vidas, insistem os médicos.

"O fato de que mais de 90% das pessoas que sobrevivem a uma tentativa de suicídio não repetem o gesto mostra o caráter passageiro e breve da maioria das crises suicidas", destaca o estudo.

"Uma tentativa de suicídio com arma de fogo, no entanto, raramente dá uma segunda chance".

Por outro lado, overdoses de soníferos e outros medicamentos, ou o ato de cortar os pulsos (dois procedimentos que respondem por mais de 90% de todas as tentativas de suicídio) são bem menos fatais em comparação às armas de fogo no momento de tirar a própria vida, afirmam os pesquisadores.

"O melhor meio de reduzir as chances de sucesso de uma tentativa de suicídio é retirar as armas de fogo de dentro de casa", diz Miller.

Os EUA têm o maior índice de armas de fogo por habitante. A segunda emenda da Constituição americana garante o direito individual de possuir uma arma.

js/ap/LR

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