Acesso à saúde: prioridade para a América Latina

As pesquisas com células-tronco ou as experiências em seres humanos não podem ser a prioridade para a América Latina, onde os recursos devem ser orientados a garantir um acesso mais amplo à saúde, segundo especialistas reunidos em Santiago.

AFP |

Em um continente onde há mais de 180 milhões de pobres em vastos territórios como os de Brasil, Argentina e México, o acesso igualitário à saúde é um desafio maior, na opinião de estudiosos, técnicos e cientistas, considera o diretor do Programa Regional de Bioética da Organização Panamericana de Saúde (OPS), Fernando Lolas.

"O tema mais difícil é o do acesso à saúde, porque há muita desigualdade neste continente", comentou Lolas à AFP durante a realização em Santiago de um congresso sobre bioética, que reúne dezenas de especialistas da América Latina e da Europa.

"E o segundo, que é difícil porque não está na consciência pública, é como tratar os resultados da ciência e a pesquisa para fazer com que se torne um benefício para todos, que não fique apenas na teoria ou entre as pessoas ricas", acrescentou.

Para o mexicano Adolfo Martínez-Palomo, presidente do Comitê Mundial de Bioética da Unesco, os problemas fundamentais na América Latina são "a desigualdade e uma falta de conexão" entre as nações.

Como exemplo, indica Cuba, país que tem maior experiência no combate à dengue, e por isso esperava-se que liderasse iniciativas regionais para o controle dessa epidemia, o que hoje não acontece.

nr/dm

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