Acelerador de partículas de centro europeu será testado em setembro

Genebra, 7 ago (EFE).- Após anos de espera e vários atrasos, o grande acelerador de partículas construído pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (CERN), o Grande Colisor de Hádrons (LHC, em inglês), através do qual se tentará descobrir mistérios como o da origem do Universo, será ligado pela primeira vez em 10 de setembro.

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O anúncio foi feito em comunicado pela CERN, que, por sua vez, afirma que o processo de resfriamento está acabando (as 40 mil toneladas da massa fria do acelerador devem estar a -271ºC para poder funcionar).

O LHC é um acelerador de 27 quilômetros de circunferência instrumentado com grandes ímãs supercondutores (cuja operação necessita das baixas temperaturas citadas acima) e cujo objetivo é desvendar a última estrutura da matéria, as propriedades das forças fundamentais e as leis que governam a evolução do Universo.

Após o esfriamento total, será realizado o teste elétrico dos 1.600 supercondutores magnéticos.

Posteriormente, será controlado o acendimento de todos os sistemas elétricos de cada setor e, finalmente, o de todos ao mesmo tempo.

A fase seguinte será sincronizar o LHC com o acelerador Super Proton Synchrotron (SPS), que é o último ponto de conexão da cadeia de injeção do LHC.

Os pesquisadores consideram que o processo terá fim no início de setembro, por isso o teste poderá ser realizado no dia 10.

Embora o processo de interpretação de dados seja complexo, os pesquisadores prevêem que alguns resultados dos experimentos podem ser publicados em revistas especializadas antes do fim do ano.

Esses primeiros dados revelariam características gerais, como, por exemplo, informações sobre a freqüência de interação (a uma energia nunca explorada até o momento) ou sobre o número de partículas com cargas e neutras produzidas nas colisões.

A máquina fica em um túnel entre 50 a 120 metros de profundidade e se divide em oito setores, seis dos quais já estão resfriados a -271ºC.

Ela se baseia em uma rede magnética, com dois canos pelos quais circulam prótons em sentidos opostos, e consta de 1.232 ímãs bipolares (de 15 metros de comprimento cada um deles) e 392 de quatro pólos (de uns 6 metros cada um deles), além de milhares de ímãs pequenos.

Ela também dispõe de um sistema de aceleração baseado em cavidades de radiofreqüência supercondutoras que permite aumentar a energia dos feixes a um fator 15 em aproximadamente 30 segundos.

Quando a máquina funcionar a pleno rendimento, serão produzidas nas regiões de interação um bilhão de colisões por segundo, das quais aproximadamente só uma entre um trilhão será verdadeiramente interessante para os cientistas. EFE mh/ab/db

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