Ação contra militantes mostra boa-fé do Paquistão, diz Zardari

Por Simon Cameron-Moore ISLAMABAD (Reuters) - A prisão pelo Paquistão de militantes após várias operações policiais mostra a intenção do país de punir qualquer um que esteja por trás dos atentados que mataram 171 pessoas na cidade indiana de Mumbai, disse o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, em artigo publicado na terça-feira no site do jornal The New York Times.

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"Conforme demonstramos nas ações policiais de domingo, que resultaram na prisão de militantes, o Paquistão agirá contra os atores não-estatais encontrados dentro do nosso território, tratando-os como criminosos, terroristas e assassinos", escreveu o presidente.

A Índia acusou prontamente militantes paquistaneses pelos atentados em Mumbai, o que abre a perspectiva de uma nova crise entre os dois vizinhos detentores de armas nucleares.

Islamabad promete cooperar nas investigações, mas avisa que vai julgar ali mesmo os suspeitos que forem detidos.

Os EUA aconselharam a Índia a agir com moderação, embora tenham afirmado que caberá ao Paquistão o ônus de agir contra grupos eventualmente envolvidos nos ataques de Mumbai.

Zardari não identificou os detidos nem o local das operações. Um porta-voz militar também recusou a revelar tais informações.

Um funcionário de inteligência e fontes ligadas aos militantes disseram que entre os presos está um dos líderes da operação em Mumbai, na qual dez militantes teriam saído do Paquistão para cometer os ataques.

Zaki-ur-Rehman Lakhvi, chefe de operações do grupo islâmico Lashkar-e-Taiba, foi preso no domingo por forças de segurança em um campo de treinamentos da organização nas montanhas próximas a Muzaffarabad, capital da Caxemira paquistanesa.

A Reuters não confirmou outras ações policiais, mas um jornal paquistanês noticiou na terça-feira que as sucursais da entidade beneficente Jamaat-ud-Dawa, considerada uma fachada do Lashkar, foram invadidas por autoridades.

O jornal The News disse que houve prisões e apreensões de arquivos nas sedes da entidade nas localidades de Mansehra e Chakdra, na Província da Fronteira Noroeste.

(Reportagem adicional de Asim Tanveer em Multan e Augustine Anthony em Islamabad)

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