Ação contra embaixada do Brasil seria um desastre, diz secretário da ONU

NOVA YORK - Uma ação contra embaixada do Brasil em Honduras seria um desastre, advertiu nesta segunda-feira o secretário adjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de assuntos políticos, Lynn Pascoe.

Redação com agências internacionais |


"Será um desastre se ocorrer alguma ação que viole a lei internacional que garante a inviolabilidade das embaixadas", assinalou Pascoe em coletiva de imprensa.

Pascoe descreveu como uma "séria mudança negativa" da crise em Honduras o ultimato que o governo de facto lançou no fim de semana contra o Brasil, dando dez dias para o País definir a situação de Zelaya sob a ameaça de expor sua embaixada à perda do estatuto diplomático.

"Este é um problema muito sério para todos nós", afirmou Pascoe, que também mostrou sua preocupação pelo agravamento da situação depois que o governo de facto decretou a restrição das liberdades públicas e fechou meios de comunicação que linha opositora.

"Irresponsável"

Também nesta segunda-feira, o representante americano ante a Organização dos Estados Americanos (OEA), Lewis Anselem, disse que volta clandestina de Zelaya a Honduras foi irresponsável.

"O retorno do presidente Zelaya a Honduras não serve nem aos interesses de seu povo nem aos das pessoas que buscam o restabelecimento pacífico da ordem democrática em Honduras", afirmou Anselem ante o Conselho Permanente da OEA, reunido em sessão extraordinária.

"As pessoas que facilitaram o retorno do presidente Zelaya têm uma especial responsabilidade em prevenir a violência e o bem-estar do povo hondurenho", explicou o diplomata, sem dar mais detalhes.

Manuel Zelaya, deposto em 28 de junho deste ano, voltou a Honduras na última segunda-feira e está desde então refugiado na embaixada Brasileira.

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