Ação antiterror neutralizou Bin Laden, diz funcionário dos EUA

Por Randall Mikkelsen WASHINGTON (Reuters) - Os dos principais líderes da Al Qaeda foram virtualmente neutralizados pelos esforços internacionais contra o terrorismo, disse na terça-feira um importante funcionário do governo Bush.

Reuters |

Os comentários de Dell Dailey, coordenador de contraterrorismo do Departamento de Estado, estão entre as declarações mais confiantes já feitas por um membro do governo Bush a respeito do avanço na busca por Osama bin Laden e Ayman Al Zawahri, procurados pelos EUA desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

Dailey previu que o futuro presidente Barack Obama, que toma posse no próximo dia 20, buscará ampliar e aprofundar os laços internacionais na luta contra o terrorismo.

Bin Laden e Zawahri, supostamente escondidos na montanhosa fronteira afegão-paquistanesa, viraram praticamente apenas uma operação midiática, disse Dailey em café-da-manhã com jornalistas. Mas a Al Qaeda propriamente dita continua sendo uma ameaça, graças a suas "filiais" regionais.

"Vemos a Al Qaeda num papel centralizado, totalmente controlada", disse Dailey. "Bin Laden não consegue lançar um esforço operacional sem que seja detectado e esmagado de antemão. Sua capacidade de alcance é inexistente."

Ele citou como exemplo um complô, desbaratado em 2006, no qual militantes pretendiam explodir vôos comerciais sobre o Atlântico. O plano teria sido descoberto no Paquistão e neutralizado na Grã-Bretanha, com contínuo envolvimento dos EUA.

As agências de inteligência dos EUA ainda consideram a Al Qaeda como uma grave ameaça aos EUA, mas isso, segundo Dailey, reflete principalmente os violentos objetivos anti-ocidentais da Al Qaeda e a força de afiliadas regionais no norte da África e em outros lugares.

"A maior parte do terrorismo está atualmente com um foco regional", disse.

A luta contra o terror, acrescentou o funcionário, provavelmente se deslocará para grupos de países no norte da África e na Ásia, que poderiam colaborar controlando fronteiras, restringindo fluxos financeiros e monitorando grupos terroristas.

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