Acaba eleição no Kuwait, mas eleitor duvida do fim da crise

KUWAIT - Kuwaitianos votaram neste sábado na sua terceira eleição desde 2006, pouco confiantes de que a votação irá acabar com um conflito entre parlamentares e o Gabinete que tem atrasado reformas econômicas.

Reuters |

A nova assembléia deverá votar um pacote de estímulo econômico no valor de 5 bilhões de dólares, visto como crucial para ajudar o setor financeiro do país a superar a crise econômica global.

As medidas foram aprovadas em março pelo gabinete provisório, que é dominado por membros da família do soberano e pelo próprio soberano, Sheikh Sabah al-Ahmad al-Sabah, que dissolveu a última Assembleia. As medidas devem agora ser aprovadas também pela nova Assembleia.

Não há partidos políticos no Kuwait, o quarto maior exportador de petróleo do mundo. No entanto, conservadores islâmicos e líderes tribais, que se opuseram aos planos econômicos do governo e pressionaram os ministros, devem dominar o cenário novamente e continuar a pressionar, mesmo podendo perder alguns votos devido à crescente frustração popular.

"O entrave irá continuar porque os que causaram o entrave da última vez irão voltar", disse Abu Khalid, um eleitor de cerca de 60 anos, enquanto esperava a sua vez de votar.

A eleitora Um Ahmad ecoou o mesmo medo: "Eu sei que será pior do que no último parlamento".

Cerca de 210 candidatos concorreram aos 50 postos da Assembleia, incluindo 16 mulheres que esperam conquistar a primeira cadeira no Parlamento de um país conservador, onde a política continua sendo um assunto do mundo masculino.

Analistas afirmam que os islâmicos devem perder espaço, aumentando as chances de candidatos liberais ou de candidatas mulheres. No entanto, não deverá ser suficiente para acabar com o entrave político.

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