Abu Sayyaf solta professores filipinos sequestrados há 4 meses

Zamboanga (Filipinas), 26 mai (EFE).- O grupo terrorista Abu Sayyaf libertou hoje três professores filipinos que tinham sido sequestrados há quatro meses na ilha de Basilan, no sul das Filipinas, informaram fontes oficiais.

EFE |

As vítimas, a filipina Janette de los Reyes e seus colegas Rafael Mayonado e Freires Quizon, recuperaram a liberdade pouco antes do meio-dia e foram levadas ao quartel militar de Zamboanga, cerca de 890 quilômetros ao sul de Manila, antes de encontrar os parentes.

As autoridades negam que tenha havido pagamento de resgate e atribuem a libertação dos reféns à mediação de guias espirituais muçulmanos.

"Os religiosos levaram um exemplar do Corão e os convenceram de que era ruim o que estavam fazendo com os professores, além da pressão contínua dos militares e da Polícia", explicou o vice-governador de Basilan, Al-Rasheed Sakalahul, que participou das negociações.

A filipina relatou que os últimos dias foram os mais difíceis, até que na segunda-feira recebeu notícias para que arrumasse as coisas para ser libertada.

"Em algumas ocasiões só comemos um banana no dia todo, e dormíamos sobre a grama, sob a chuva ou sol", contou Janette de los Reyes.

Outro comando do Abu Sayyaf tem sequestrado na ilha de Jolo, ao sul de Basilan, o italiano Eugenio Vagni, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, desde 15 de janeiro passado.

Um grupo de ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a União Soviética fundou o Abu Sayyaf em 1991 e desde então cometeu alguns dos atentados mais sangrentos e dezenas de sequestros.

Os Governos dos Estados Unidos e Filipinas o consideram uma organização terrorista e a vinculam com a Jemaah Islamiya, braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático. EFE rp/rr

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