Abu Sayyaf aumenta pedido de resgate por equipe de jornalistas seqüestrada

Zamboanga (Filipinas), 12 jun (EFE).- O grupo radical Abu Sayyaf aumentou para US$ 450 mil o resgate exigido pela libertação da equipe de televisão filipina seqüestrada no último domingo, na ilha de Jolo (sul das Filipinas).

EFE |

O prefeito da cidade de Indanan, Isnaji Álvarez, indicou que viu os reféns - a jornalista Ces Drilon e os câmeras Jimmy Encarnacion e Angelo Valderama -, e que estes se encontram em bom estado.

Ele acrescentou que os detidos seriam libertados ontem à noite, mas surgiu uma confusão sobre o pagamento, e a operação foi cancelada.

"Houve um mal-entendido na quantia, e por isso os seqüestradores mudaram de planos. De qualquer forma, alcançamos um acordo para atender a suas reivindicações", acrescentou Álvarez.

A rede de televisão "ABS-CBN", à qual pertence a equipe seqüestrada, indicou esta semana que "a política da companhia é não pagar resgates, pois isso motivaria grupos de seqüestradores a deter mais jornalistas".

Os três jornalistas viajaram ao sul das Filipinas convidados pelo professor Octavio Dinampo, da Universidade Estatal de Mindanao, para entrevistar membros do Abu Sayyaf.

No último domingo, Dinampo pegou os jornalistas em seu hotel e, quando conduziam por uma estrada próxima à aldeia de Kulasi, foram interceptados por um grupo de homens armados, membros do grupo radical islâmico.

Fundado em 1993, por ex-combatentes da guerra do Afeganistão contra a antiga União Soviética, o Abu Sayyaf é acusado de cometer alguns dos ataques mais sangrentos do país nos últimos anos.

O grupo radical reivindica a formação de um Estado islâmico independente na Indonésia, Malásia e no sul das Filipinas e da Tailândia. EFE rp/gs

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