Manila, 3 fev (EFE).- O grupo terrorista Abu Sayyaf admitiu ser responsável pelo sequestro dos três trabalhadores do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em 15 de janeiro na ilha de Jolo, cerca de 980 quilômetros ao sul de Manila, capital filipina, informa hoje a TV local.

Os sequestradores confirmaram sua participação em carta entregue à vice-governadora de Jolo, Ann Sahidulla.

Na carta, Abu Sayyaf pede ao Exército que se retire da província em troca da libertação do italiano Eugenio Vagni, de 62 anos; do suíço Andreas Notter, chefe do CICV na cidade filipina de Zamboanga, de 38 anos; e da filipina Jean Lacaba, de 37, que foram sequestrados na cidade de Patikul.

A carta, escrita em inglês segundo a TV filipina, é assinada pelos líderes do Abu Sayyaf Abu Jumdail, conhecido como Doutor Abu; Raddulan Sahiron, conhecido como Comandante Putol; e o Comandante Alabader Parai.

A equipe da Cruz Vermelha foi sequestrada durante uma viagem que fez a Jolo para supervisionar os projetos da organização na ilha.

Os três voluntários haviam acabado de visitar a penitenciária provincial e se dirigiam ao aeroporto quando foram interceptados por um grupo armado.

A vice-governadora de Jolo os visitou na quarta-feira passada em um lugar da ilha que recusou revelar e assegurou que todos estão em bom estado de saúde.

Segundo o presidente da Cruz Vermelha nas Filipinas, Richard Gordon, o organismo humanitário não negocia com os sequestradores e mantém sua política de não pagar resgates.

O grupo muçulmano Abu Sayyaf, fundado no sul das Filipinas em 1991, tem vínculos com a Al Qaeda e protagonizou no passado sequestros que ficaram famosos, para financiar suas operações. EFE mgs/rr

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