Aborígenes australianos ganham processo contra mina de zinco da Xstrata

A gigante da mineração anglo-suíça Xstrata anunciou nesta quinta-feira a suspensão das operações em uma das maiores minas de zinco do mundo, depois que um juiz australiano deu razão, na quarta-feira, a uma comunidade aborígene que era contrária aos planos de expansão da mesma.

AFP |

Um tribunal federal decidiu que o governo australiano autorizou ilegalmente em 2006 que o grupo Xstrata desviasse o curso de um rio, o McArthur, para ampliar as minas de zinco no norte da Austrália, um projeto de 110 milhões de dólares australianos (US$ 74 milhões).

O projeto pretendia alargar a vida da mina do rio McArthur, passando de operações subterrâneas à extração ao ar livre. Vários quilômetros do rio já foram desviados e as operações a céu aberto já haviam começado, mas foram suspensas pela decisão judicial.

"Desde que a decisão foi anunciada, cessamos as operações de mineração", declarou à AFP o portavoz da Xstrata, Patrick Collins, antes de afirmar que a empresa pretende obter a aprovação do projeto.

No entanto, o grupo aboríge que venceu o processo exige o restabelecimento do curso original do rio.

"Queremos recuperar o rio. Não sabemos como vão fazer. Eles o desviaram e eles podem fazê-lo retornar para onde estava", declarou Archie Harvey, representante dos indígenas.

Os aborígenes exigem ainda uma compensação aos proprietários da mina, com indenizações, empregos e formação.

A mina do rio McArthur produz anualmente 150.000 toneladas de zinco.

str-lb/fp

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