Abkházia expulsa tropas da Geórgia e reivindica independência

TBILISI - A separatista Abkházia anunciou nesta terça-feira que expulsou as tropas da Geórgia do alto do desfiladeiro de Kodori, única zona do território sob o controle georgiano, e reivindicou a independência para si e para a também separatista Ossétia do Sul.

EFE |

"Unidades das Forças Armadas da Abkházia concluíram a operação para expulsar o Exército e outras estruturas militares da Geórgia da parte alta do desfiladeiro de Kodori", segundo anunciou Kristian Bzhania, porta-voz do líder da Abkházia, Serguei Bagapsh.

As forças locais já "saíram da fronteira com a Geórgia", colocando um fim à ofensiva lançada esta manhã, durante a qual "não foram registradas vítimas", disse Bzhania à agência russa "Interfax" sem precisar se houve baixas do lado georgiano.

A ofensiva da Abkházia para expulsar os soldados georgianos do alto de Kodori começou na madrugada desta terça-feira com o emprego da aviação e de artilharia pesada, depois que os militares da Geórgia não usaram o corredor aberto na véspera para se retirar e evacuar os civis.

Independência

O chefe da diplomacia da Abkházia, Serguei Shamba, declarou que a comunidade internacional deve reconhecer a independência da região e também a da Ossétia do Sul, após o ataque das tropas georgianas contra o território, ao qual defendeu o Exército russo.

"Os povos da Ossétia do Sul e da Abkházia já decidiram seu status como Estados independentes. Nossa convivência em um só Estado (com a Geórgia) é impossível".

Ele destacou que a Abkházia respalda o plano de regra na Ossétia do Sul estipulado nesta terça-feira pelos presidentes russo, Dmitri Medvedev, e francês, Nicolas Sarkozy, que prevê o retorno das tropas georgianas e russas a suas posições de antes do conflito.

O último dos seis pontos deste plano prevê abrir um debate internacional para decidir o futuro status das separatistas Ossétia do Sul e Abkházia e determinar a via que garanta sua segurança.

O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, declarou que esta fórmula significa que ambos os presidentes admitem que "é impossível manter o status quo" da Abkházia e da Ossétia do Sul, cujo direito a reivindicar a independência também foi defendido por Medvedev.

"Estamos convencidos de que o debate internacional do status da Abkházia e da Ossétia do Sul deve concluir com o reconhecimento de nossa independência", disse o chefe da diplomacia da Abkházia.



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