Abkházia diz que plano sugerido pela Alemanha é inaceitável

Tbilisi, 18 jul (EFE).- O presidente da região separatista georgiana da Abkházia, Sergei Bagapsh, afirmou hoje que o plano proposto pela Alemanha para solucionar o conflito pela independência é inaceitável.

EFE |

"Estas propostas são inaceitáveis para nós", disse Bagapsh, depois de uma reunião com o ministro de Exteriores da Alemanha, Frank Walter-Steinmeier, segundo a agência russa "Interfax".

Steinmeier, que na véspera se encontrou com o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, apresentou na Abkházia um plano para o conflito que se arrasta na região desde o começo da década de 90.

A Alemanha propôs um plano dividido em três etapas: na primeira, sugeriu a aplicação por um ano de medidas de confiança entre Geórgia e a Abkházia, a assinatura de um acordo de renúncia ao uso da força, e o começo do retorno à região separatista dos refugiados georgianos que fugiram da guerra.

A segunda etapa incluiria o início da reconstrução da economia e das infra-estruturas na Abkházia com fundos obtidos entre países doadores pelo Governo alemão; e a terceira serviria para determinar o status político da região independentista.

"Tentamos explicar aos representantes do Governo da Alemanha que sem a retirada das tropas do vale de Kodori não é possível qualquer negociação", ressaltou Bagapsh.

O vale de Kodori é a única região da Abkházia onde o Governo central da Geórgia possui militares.

"Além disso, não temos a intenção de discutir sobre o status da Abkházia, que foi determinado pelo povo de nossa república. A Abkházia é um Estado independente e isso não é negociável", afirmou o líder separatista.

Já Steinmeier disse que a solução para o conflito entre a Geórgia e a região separatista da Abkházia "passa necessariamente pelo diálogo".

"Não há alternativa ao diálogo", afirmou o chefe da diplomacia alemã em entrevista à televisão da Geórgia.

As regiões separatistas da Abkházia e Ossétia do Sul se separaram da Geórgia no começo dos anos 90, após diferentes conflitos armados.

As duas regiões separatistas, cujas independências fáticas não são reconhecidas pela comunidade internacional, rejeitam qualquer negociação que represente sua permanência dentro do Estado da Geórgia.

A Ossétia do Sul defende sua unificação com a república russa da Ossétia do Norte, enquanto os separatistas abkhazes proclamaram como objetivo a criação de um Estado independente que, no futuro, poderia se associar à Rússia. EFE mv/mh

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