Abert alerta sobre ameaças contra imprensa venezuelana

Brasília, 27 ago (EFE).- A Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) alertou hoje sobre o cerceamento da liberdade de expressão e a escalada de violência contra a imprensa venezuelana, da qual acusou o Governo do presidente Hugo Chávez.

EFE |

Em comunicado divulgado em Brasília, a Abert manifestou "sua preocupação com o intenso processo de deterioração do direito às liberdades de expressão e imprensa" na Venezuela.

"Nas últimas semanas, as investidas do Governo de Hugo Chávez e de grupos políticos aliados contra meios de comunicação e jornalistas se intensificaram", diz a nota.

A Abert cita o "fechamento" de 34 emissoras de rádio que não tiveram as licenças de funcionamento renovadas e a apresentação de um projeto "de lei de Delitos Midiáticos que prevê prisão para os jornalistas", assim como um ataque contra o canal de televisão "Globovisión" e agressões sofridas por jornalistas nas ruas.

Além disso, sustenta que a nova Lei Orgânica de Educação, que provocou polêmicas entre partidários do Governo e opositores, é uma ferramenta que "aumenta a influência dos líderes chavistas nas escolas e ameaça a autonomia das universidades".

Também afirma que essa lei "atenta" contra a livre atividade jornalística, pois "seu artigo 50 estabelece sanções contra os meios de comunicação que produzirem terror ou incitarem o ódio".

A Abert alerta também que "o Governo venezuelano mantém sob ameaça de fechamento 254 emissoras de rádio e televisão, que podem perder suas concessões".

A nota indica que, "assim como outras entidades de radiodifusão e de imprensa do continente americano, a Abert reitera sua apreensão com a escalada de violência e o cerceamento à prática do jornalismo, que afetam gravemente o estado de direito". EFE ed/an

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