Maaruf Ould Udaa. Nouakchott, 5 ago (EFE).- O autor do golpe de Estado de 6 de agosto de 2008 na Mauritânia, Mohammed Ould Abdelaziz, tomará posse hoje como presidente do país, depois de vencer as eleições de 18 de julho.

Representantes de vários países já estão em Nouakchott para assistir à cerimônia, entre eles o Secretário de Estado de Cooperação da França, Alain Joyandet, e o presidente do Conselho da Nação (Senado) da Argélia, Abdelkader Bensaleh.

Também são esperados o chefe de Estado do Senegal, Abdulaye Wade; o presidente de Mali, Amadu Tumani Touré, e o primeiro-ministro do Marrocos, Abbas El Fasi, além de representantes de organizações internacionais como a União Africana (UA), a Liga Árabe, a Organização da Conferência Islâmica e a União do Magrebe Árabe.

A posse de Abdelaziz, eleito no primeiro turno com 52,7% dos votos, vai acontecer às 13h (de Brasília), no Estádio Olímpico de Nouakchott, que deve receber um público de 7 mil pessoas.

Eleito para um mandato de cinco anos, o general Abdelaziz jurará o cargo diante do Conselho Constitucional, na presença da Assembleia Nacional (câmara baixa do Parlamento), do Senado e dos presidentes da Suprema Corte e do Alto Conselho Islâmico.

Apesar de convidados para a posse do novo presidente, dois dos candidatos derrotados na eleição, o presidente da Assembleia Nacional, Messaud Ould Buljeir, e o chefe da União das Forças Democráticas (RFD), Ahmed Ould Dadah, já anunciaram que boicotarão o ato.

Buljeir, que obteve 16,3% dos votos, e Dadah, que teve o apoio de 13,7% dos eleitores, insistem que houve fraude no pleito e reivindicam uma comissão para investigar os resultados.

O general Abdelaziz liderou o golpe de Estado que, em 6 do ano passado, derrubou o então presidente Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdalahi. Este renunciou formalmente em 27 de junho, para que se as eleições pudessem ser realizadas.

Abdelaziz abandonou em abril a Presidência do chamado Alto Conselho de Estado (Junta Militar) para participar do pleito.

A data da cerimônia de posse foi programada para coincidir com o primeiro aniversário do golpe de Estado. EFE mo/fk

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