Abbas rejeita renúncia, e premiê palestino permanece no cargo

RAMALLAH, Cisjordânia (Reuters) - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, manterá seu gabinete até que um novo governo seja formado, disse chanceler Riyad Al Malki na quinta-feira. Ele afirmou à Reuters que Abbas rejeitou a renúncia do primeiro-ministro Salam Fayyad, apresentada no mês passado, e pediu que ele permaneça até que a facção governista Fatah e o grupo islâmico Hamas terminem de negociar uma nova coalizão provisória, o que está sendo discutido no Cairo.

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"Este governo (de Fayyad) irá permanecer para evitar que haja um vácuo constitucional", disse Malki. "Esperamos que o diálogo seja coroado por um acordo a respeito de um governo nacional de consenso."

Fayyad, ex-economista do Banco Mundial, apresentou sua renúncia em 7 de março, para valer a partir de 31 de março. Com isso, pretendia contribuir com um acordo entre as facções palestinas.

Autoridades deixaram claro na segunda-feira que ele permanecerá no cargo até que as negociações do Cairo terminem, e na quarta-feira o próprio Fayyad confirmou que ainda não deixará o governo.

Fatah e Hamas travaram um violento confronto em 2007, que culminou com o rompimento de uma coalizão anterior e a expulsão das forças de Abbas da Faixa de Gaza, que desde então está sob controle integral do grupo islâmico.

Nos últimos meses, porém, os envolvidos vêm buscando uma conciliação, e na quarta-feira iniciaram a terceira rodada de negociações no Cairo para a formação do governo de unidade nacional.

"Vamos decidir sobre o caminho adiante depois da atual rodada de negociações e depois de consultas com nossos irmãos árabes", disse Abbas, segundo a TV palestina. Ele acrescentou que o pedido de renúncia do gabinete de Fayyad serviria para "facilitar o diálogo nacional".

Mas há escassas chances de acordo entre Fatah e Hamas, e isso pode prolongar ainda mais permanência de Fayyad, nomeado premiê depois do confronto entre as duas facções.

Fayyad diz que não vai reconsiderar a renúncia, e diplomatas dizem que ele está cada vez mais frustrado pela falta de progressos nas negociações de paz com Israel e pela resistência que enfrenta dentro da Fatah por controlar as finanças palestinas.

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