Cairo, 5 set (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, reiterou hoje no Egito sua rejeição em se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se continuar a construção de assentamentos israelenses sobre solo palestino.

Depois de se reunir no Cairo com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, Abbas disse à imprensa que só se reunirá com Netanyahu e com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se servir para frear os assentamentos.

"Fala-se desse encontro (com Obama e Netanyahu), mas nós perguntamos sobre que base acontecerá essa reunião, por que e o que acontecerá depois. Se a reunião é só ara se reunir, não procede", disse.

"Se a reunião for para tratar dos assentamentos, então não teríamos objeção", acrescentou.

Assim, ressaltou que, "se Netanyahu continuar autorizando a construção de assentamentos, então não há necessidade de se reunir, porque isso significa que não quer fazer nada a respeito".

Abbas condicionou as negociações gerais ao fim dos assentamentos israelenses "em todas suas formas, incluindo o desenvolvimento natural que Israel alega".

Em sua reunião, Mubarak e Abbas abordaram a reconciliação entre palestinos e a mediação do Egito nesta questão.

Na reunião entre os dois, participaram o ministro de Assuntos Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit; e o chefe dos serviços secretos do Egito, general Omar Suleiman.

Suleiman é um homem-chave no processo de reconciliação palestina, já que é o mediador entre o Fatah, o partido de Abbas e que governa na Cisjordânia, e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde junho de 2007, após expulsar seus inimigos políticos.

O Hamas e o Fatah começaram em março conversas de reconciliação, que até agora não registraram nenhum progresso.

O presidente da ANP também informou a Mubarak sobre o resultado de suas reuniões com os líderes do Catar, Líbia, Espanha e França, países que visitou recentemente.

Abbas partiu para a Jordânia e amanhã viajará à Arábia Saudita para se reunir com o rei Abdullah bin Abdul Aziz. EFE aj-jrg/an

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