Abbas pedirá no Conselho de Segurança da ONU fim de ataques israelenses

Nações Unidas, 5 jan (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, apresentará nesta terça-feira um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU no qual pede a Israel para colocar fim à ofensiva em Gaza e exige a declaração de um cessar-fogo permanente, disseram hoje representantes palestinos.

EFE |

O ministro de Exteriores da ANP, Riad al-Maliki, assegurou à imprensa que o líder viajará a Nova York para apresentar o texto pessoalmente na reunião que o principal órgão das Nações Unidas fará nesta terça-feira.

Maliki destacou que o projeto de resolução inclui a suspensão do bloqueio ao qual está submetido o território palestino e uma proposta para enviar observadores internacionais na fronteira com Israel.

"Nossas expectativas são que o Conselho de Segurança adote esta resolução nessa mesma reunião, para, assim, colocar fim à agressão que o povo palestino sofre", ressaltou.

O chanceler assegurou que vários ministros de Exteriores árabes, assim como o secretário-geral da Liga Árabe, Amre Moussa, acompanharão Abbas no discurso que o líder fará no principal órgão das Nações Unidas.

O ministro de Exteriores palestino disse que acredita que o documento que Abbas apresentará terá o apoio dos Estados Unidos, que, no sábado, impediram que o Conselho de Segurança da ONU adotasse uma declaração que pedia o cessar-fogo imediato em Gaza e no sul de Israel.

Os EUA alegaram que a ação do Conselho não teria sucesso, porque o movimento islâmico Hamas continua lançando foguetes contra o sul de Israel.

Maliki ressaltou que a ANP mantém contatos com os EUA através dos "canais apropriados", e ressaltou que o projeto de resolução pede um cessar-fogo imediato e permanente, o que inclui os projéteis usados pelo Hamas para bombardear Israel.

Ao mesmo tempo, disse estar "decepcionado" com o silêncio mantido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre a situação da população de Gaza.

"Confiamos em que seja divulgada uma declaração firme o mais rápido possível", ressaltou.

Maliki descartou que o Hamas rejeite o projeto de resolução de Abbas, porque "nenhum palestino pode estar em desacordo" com seu conteúdo.

A ofensiva que Israel lançou em 27 de dezembro causou a morte de pelo menos 530 palestinos e feriu outros 2.600, enquanto do lado israelense três civis e dois militares morreram e cerca de 50 ficaram feridos pelos foguetes disparados a partir de Gaza. EFE jju/db

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