Abbas pede à Síria que apoie reconciliação entre Fatah e Hamas

Damasco, 14 mai (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, pediu hoje à Síria que apóie os esforços de reconciliação entre sua facção, o movimento nacionalista Fatah, e o grupo islamita Hamas, cujo líder, Khaled Meshaal, vive exilado em Damasco.

EFE |

Segundo fontes palestinas em Damasco, Abbas fez o pedido ao presidente do país, Bashar al-Assad, durante visita de algumas horas à capital síria.

Ainda segundo as fontes, Al-Assad garantiu que seu país fará o possível para que ambos os grupos resolvam suas diferenças.

Segundo um comunicado da Presidência síria, Al-Assad ressaltou que "a solução à disputa e uma reconciliação dentro da Palestina são base indispensável para defender os direitos legítimos do povo".

A situação piorou depois de o Hamas assumir o controle da Faixa de Gaza, em junho de 2007, após expulsar os seguidores do Fatah à força.

Al-Assad e Abbas ainda analisaram o apoio da nova Administração americana à Iniciativa Árabe de Paz, apresentada pela Arábia Saudita na cúpula da Liga Árabe de Beirute, em 2002, e retomada na edição de 2007, em Riad.

O presidente da ANP vai se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no próximo dia 28 em Washington.

Além disso, eles insistiram que a comunidade internacional "deve assumir sua responsabilidade para conseguir a paz no Oriente Médio".

Segundo os dois líderes árabes, a comunidade internacional deve adotar posturas "mais claras" com todas as partes envolvidas no processo de paz do Oriente Médio, com o objetivo de "devolver os direitos a seus proprietários legítimos".

Em nota citada pela rede de televisão catariana "Al Jazira", as facções da "resistência" palestina em Damasco anunciaram um boicote à visita de Abbas e sua decisão de não se reunir com ele por considerar sua política "ilegítima, ilegal e inconstitucional".

A nota foi divulgada apesar de nenhuma fonte ter confirmado anteriormente a intenção de Abbas para se encontrar com alguma facção palestina na capital síria.

Os grupos reclamaram que Abbas adiou a formação de um novo Governo palestino ontem, em cima da hora, por falta de apoio de seu próprio partido. Na segunda-feira, ele disse que aprovaria um novo gabinete em 48 horas. EFE gb/dp

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