Abbas pede a Hamas que aceite proposta egípcia de cessar-fogo em Gaza

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abas, pediu neste sábado no Cairo ao movimento islamita Hamas, cujos representantes estão também na capital egípcia, que aceite sem hesitar o plano do presidente Hosni Mubarak para o fim das hostilidades em Gaza.

AFP |

"A situação não nos permite perder tempo", disse Abbas em entrevista à imprensa, no Cairo, referindo-se a uma guerra que entrou neste sábado em sua terceira semana, após deixar mais de 800 mortos palestinos, muitos deles civis.

"Esperamos que a delegação do Hamas que está no Cairo chegue a um acordo sem hesitar", acrescentou.

Os representantes do movimento islamita viajaram para a capital egípcia para manifestar sua opinião sobre a proposta do presidente Mubarak.

Com o apoio da França, Mubarak apresentou terça-feira um plano que prevê um "cessar-fogo imediato por um período limitado que permita a abertura de corredores humanitários e dê tempo ao Egito de negociar um acordo global e definitivo entre Israel e o Hamas".

Abbas pediu ainda o envio de uma força internacional ao território palestino, cuja missão seria proteger os civis, vítimas em grande número da ofensiva israelense.

"Queremos uma presença internacional na Faixa de Gaza e não na fronteira egípcia", afirmou.

Segundo os termos de um acordo de 2005, após a retirada israelense da Faixa de Gaza, o controle da fronteira de Rafah entre o Egito e Gaza era da Autoridade Palestina, assistida por observadores europeus.

Esta passagem está praticamente fechada desde junho de 2007, quando o Hamas derrotou e expulsou de Gaza as forças leais a Abbas.

A reabertura permanente de Rafah e a revisão do acordo de 2005 são as duas condições impostas pelo Hamas para suspender os disparos de projéteis contra o sul de Israel.

Vários países, como Holanda, Itália e Turquia, ofereceram participar numa força policial que vigie a fronteira com o Egito.

Nas reuniões no Cairo, coordenadas pelo chefe dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman, participam duas delegações do Hamas, uma próxima a Damasco e a outra próxima a Gaza.

Domingo, Israel pode enviar Amos Gilad, um alto dirigente do ministério da Defesa, para se reunir com Suleiman e discutir a luta contra o contrabando de armas do Egito para Gaza através de túneis, destacou uma fonte israelense no Cairo.

bur-an/lm

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